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Por que o governo está mais flexível com importações de carros chineses

A ascensão das importações chinesas leva o Reino Unido a apostar na Agratas e em investimentos para fortalecer a indústria automotiva local

An aerial view of whit and black imported new cars on the quayside of Alexandra Dock at Grimsby Port.
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  • A Agratas, em Somerset, será a maior gigafábrica do Reino Unido, fabricando células de baterias para os veículos elétricos da Jaguar Land Rover, em um investimento de £ cinco mil milhões do grupo Tata.
  • O Jaecoo 7, SUV médio, tornou-se o primeiro carro chinês a liderar as vendas no Reino Unido, sinalizando o aumento das importações chinesas, que já respondem por cerca de 15% dos carros novos neste ano.
  • O ministro britânico do Comércio, Peter Kyle, confirmou uma concessão de £ 380 milhões à Agratas, enquanto sinaliza abertura para investimentos chineses desde que haja condições adequadas.
  • A produção automotiva britânica caiu pela metade na última década, levantando preocupações sobre competitividade doméstica e implicações de dados e segurança nacional.
  • A Agratas visa manter o ritmo tecnológico de baterias no Reino Unido e permitir exportação de soluções de baterias para os EUA, fortalecendo a cadeia de suprimentos local diante de um cenário geopolítico em mudança.

O terreno de Somerset, com visão do lado esquerdo para a usina nuclear de Hinkley Point em construção e, do direito, as alsas onduladas de Glastonbury Tor, abriga o futuro da indústria automobilística britânica. O espaço hoje é uma malha de estruturas de aço, com gruas e canais de drenagem.

A partir do próximo ano, será a Agratas, maior gigafábrica do Reino Unido, produzindo células para baterias de veículos elétricos. A instalação vai abastecer a frota de Jaguar Land Rover, impulsionando a cadeia doméstica de fornecimento.

A Jaecoo 7, SUV híbrido ou a gasolina, liderou as vendas no mercado britânico pela primeira vez. Junto a isso, marcas de origem chinesa já representam cerca de 15% dos carros novos vendidos no Reino Unido em 2026, frente a 1,3% há cinco anos.

A Posição do Governo tem sido de evitar pânico com a proximidade de importações chinesas, destacando benefícios para consumidores e oportunidades de empregos e investimentos. O ministro do Comércio, Peter Kyle, visitou o canteiro da Agratas para confirmar um grant de 380 milhões de libras.

O que significa o crescimento das importações chinesas

Kyle afirmou que o Reino Unido não deve impedir o acesso de consumidores a veículos de escolha e que não pretende distorcer o comércio, desde que não haja efeitos prejudiciais. Ele destacou interesse de chineses em montar fábricas no país, caso as condições sejam adequadas.

A indústria nacional tem enfrentado queda de produção, com o setor reduzido pela metade nos últimos dez anos. Questionamentos sobre competitividade local e questões de dados e segurança nacional acompanham o tema.

Agratas e a estratégia britânica de baterias

A Agratas aponta avanços em pesquisa sediada no Reino Unido para acompanhar a evolução tecnológica de baterias. A presença da fábrica facilita a exportação de veículos com baterias produzidas no país, especialmente para o mercado americano.

Além disso, a companhia pretende manter a Jaguar Land Rover exportação para os EUA com soluções de bateria fabricadas no Reino Unido, em um momento de competição global com a China.

Contexto geopolítico e o futuro da indústria

O investimento ocorre em meio a um cenário geopolítico em mudança rápida e à busca por resiliência econômica. Em 2020, Elon Musk visitou o mesmo terreno, considerado cenário para uma gigafábrica europeia, mas escolheu Berlim. O UK aposta numa cadeia doméstica mais forte.

Conforme o desenvolvimento avança, o Reino Unido passa a depender menos de fornecedores externos para componentes críticos, ao mesmo tempo em que se coloca na vanguarda da colaboração com o maior exportador automotivo mundial, a China.

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