- A China deve registrar alta do índice de preços ao produtor (IPP) em março, revertendo 41 meses de queda, impulsionada pelo avanço dos preços do petróleo.
- A previsão médio da Caixin é de alta de 0,5% no IPP em relação ao ano anterior.
- O índice de preços ao consumidor (IPC) deve crescer 1,2% em março, menor que os 1,3% observados anteriormente, devido à demanda fraca após o Ano Novo Lunar.
- A alta do petróleo, sustentada por tensões no Oriente Médio, demanda global e compras especulativas, é apontada como fator-chave para o avanço do IPP.
- No lado do consumidor, espera-se queda de preços de alimentos e serviços após o feriado, com carne suína recuando cerca de 10% em relação ao mês anterior.
A China tem previsão de registrar alta no índice de preços ao produtor (IPP) em março, encerrando 41 meses de deflação. O movimento acompanha subida global dos preços do petróleo, que elevam custos industriais, mesmo com queda prevista do IPC ao consumidor.
A pesquisa da Caixin, com 13 instituições, aponta IPP em alta de aproximadamente 0,5% na comparação anual. A previsão do IPC é de 1,2%, menor que o 1,3% de fevereiro, refletindo demanda mais fraca após o Ano Novo Lunar.
A alta do petróleo, alimentada por tensões no Oriente Médio, demanda global firme e compras especulativas, é vista como motor principal para a recuperação do IPP. Economista-chefe Zhang Yu estima aumento do IPP entre 1 e 1,2 pontos percentuais.
Impacto nos preços ao consumidor
Para o consumidor, estimativas indicam queda nos preços de alimentos e serviços após o feriado, frente ao mês anterior. Carne suína, por exemplo, pode ter recuo de cerca de 10%, devido à oferta elevada e demanda sazonal mais fraca.
Economista Wen Bin observa que a alta do petróleo não implica recuperação ampla da lucratividade corporativa, pois ganhos são majoritariamente efeitos de oferta e de base comparativa. Wu Ge alerta para o caráter restrito do repique nos preços.
Este texto é uma reescrita do material original da Caixin Global, adapted para o padrão do Poder360, mantendo a neutralidade e o foco factual.
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