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Baterias podem reduzir cortes de energia, afirma Alupar

Baterias podem reduzir os cortes de geração renovável no Brasil, mas a ausência de marco regulatório atrasa investimentos em armazenamento

Luiz Coimbra, diretor da Alupar, em entrevista ao Alta Voltagem
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  • Baterias são apontadas como solução para reduzir os cortes de energia causados pelo curtailment, afirma Luiz Coimbra, da Alupar.
  • A ideia é armazenar energia em momentos de baixa demanda para usar depois, aumentando a confiabilidade da operação.
  • O curtailment avança com a expansão de eólica e solar e limita a transmissão, pressionando a eficiência e a rentabilidade dos projetos.
  • A Alupar avalia oportunidades em armazenamento, mas depende de definições regulatórias; a ausência de regras específicas é visto como entrave.
  • O leilão de reserva de capacidade de março contratou 18,97 GW com cerca de R$ 64,5 bilhões, mas não incluiu baterias, evidenciando estágio inicial; o governo prometeu leilão para baterias desde 2024, ainda sem data.

O armazenamento de energia por meio de baterias pode atuar como resposta aos cortes de geração renovável, conhecidos como curtailment, no Brasil. A avaliação é do diretor de relações com investidores da Alupar, Luiz Coimbra, que aponta o tema como desafio central do setor.

Coimbra afirmou em entrevista ao programa Alta Voltagem, da CNN Infra, que a tecnologia tem potencial para reduzir desperdícios ao armazenar energia gerada em momentos de baixa demanda para uso futuro. “Se conseguirmos armazenar e alocar em momentos de pico, a operação fica mais estável”, disse.

O curtailment vem aumentando devido à expansão rápida de eólica e solar e a limitações da transmissão. Isso resulta em cortes obrigatórios de geração, impactando a eficiência do sistema e a rentabilidade de projetos.

Regulação ainda indefinida

As baterias aparecem como solução para maior flexibilidade, sobretudo com o sistema cada vez mais dependente de fontes intermitentes. No entanto, o avanço depende de regras claras. A Alupar avalia oportunidades, mas aguarda definição governamental.

Leilões e investimentos

O leilão de reserva de capacidade realizado em março contratou 18,97 GW e mobilizará cerca de R$ 64,5 bilhões em investimentos. Mesmo assim, o certame não incluiu projetos de baterias, evidenciando estágio inicial da tecnologia no país.

Perspectiva regulatória

O Ministério de Minas e Energia prometeu, desde 2024, um leilão específico para o setor de baterias, mas ainda não há data marcada. A percepção do setor é de que, sem armazenamento, picos de geração renovável poderão gerar novos cortes.

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