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Brasil lidera captação de ETFs de mercados emergentes nos EUA

Brasil lidera captação de ETFs de mercados emergentes listados nos EUA, com US$ 394 milhões na semana encerrada em 10 de abril, maior fluxo desde 23 de janeiro

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  • Brasil liderou as captações entre ETFs de mercados emergentes listados nos EUA na semana encerrada em 10 de abril, com o iShares MSCI Brazil recebendo mais de US$ 394 milhões.
  • O fluxo foi suficiente para tornar essa semana a melhor para o ETF iShares MSCI Brazil desde 23 de janeiro.
  • O ETF iShares MSCI Brazil tem patrimônio de US$ 10,9 bilhões.
  • No conjunto de ETFs de mercados emergentes listados nos EUA, investidores aplicaram mais de US$ 1,1 bilhão na semana, impulsionando o índice MSCI de emergentes.
  • Estrangeiros participaram ativamente da bolsa brasileira, com aportes superiores a R$ 60 bilhões até 9 de abril, ajudando o Ibovespa a registrar alta expressiva neste ano.

O Brasil liderou a captação de ETFs de mercados emergentes listados nos EUA na semana encerrada em 10 de abril. Dados da Bloomberg mostram que o fluxo de investidores voltou a ativos de risco, impulsionando ETFs ligados à região, com destaque para o Brasil.

No radar de entrada de recursos, o ETF iShares MSCI Brazil recebeu mais de US$ 394 milhões na semana, batendo todos os seus pares entre ETFs de mercados emergentes listados nos EUA. O destaque ocorreu na sexta-feira, quando o fundo teve o maior fluxo diário desde 2019, de US$ 241 milhões.

Entre os demais emergentes, o ETF iShares Latin America 40 recebeu contribuição superior a US$ 293 milhões na semana, sinalizando recuo na aversão a risco em regiões com maior exposição a petróleo e juros reais elevados.

Brasil e região atraem aportes à medida que cessam tensões no Oriente Médio ajudam o apetite por ativos de risco. Investidores aproveitaram a oportunidade para aumentar a exposição a países com menor vulnerabilidade ao conflito, e o peso do petróleo alimenta a percepção de resiliência externa.

Na bolsa brasileira, estrangeiros já aportaram mais de R$ 60 bilhões até 9 de abril, alimentando a valorização do Ibovespa, que acumula alta superior a 22% no ano em reais. O índice atingiu várias máximas históricas, segundo dados de mercado.

Analistas veem o Brasil como beneficiário duplo da crise global: melhora na economia doméstica e peso relevante de ações ligadas a petróleo, num cenário de juros reais elevados. A visão é de maior resiliência ao longo do ciclo atual de aperto monetário mundial.

Entretanto, o ambiente permanece incerto. A desescalação no Oriente Médio ainda não está assegurada, e o risco inflacionário persiste com os preços do petróleo em alta, o que pode manter os juros globais elevados por mais tempo.

Para operadores, o principal cenário de risco é a possibilidade de o Federal Reserve elevar ainda mais a taxa de juros, fortalecendo o dólar e pressionando ativos emergentes. Essa dinâmica pode impactar fluxos de capitais nos ETFs da região.

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