- Dívida do setor agro em recuperação extrajudicial deve chegar a R$ 98 bi em 2026, according to Obre.
- O total indica expansão do uso desse instrumentos para renegociação de dívidas.
- Em 2026, o setor registra 6 casos no ano, conforme o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial.
- A recuperação extrajudicial permite negociação direta com credores e, após acordo, homologação pela Justiça; é alternativa mais rápida e barata que a recuperação judicial.
A dívida do setor agro em recuperação extrajudicial deve chegar a 98 bilhões de reais em 2026, aponta o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre). O dado representa alta em relação a anos anteriores, segundo a entidade.
Neste modelo, empresas renegociam dívidas diretamente com credores quando ainda há espaço para acordo, e o resultado é submetido à homologação da Justiça. O processo costuma ser mais rápido e menos oneroso que a recuperação judicial.
A recuperação extrajudicial tem ganho de relevância desde a Lei 14.112, de 2020, que flexibilizou regras, reduziu o quórum de credores e ampliou mecanismos de renegociação, tornando o instrumento mais acessível a empresas em dificuldade financeira.
Cenário atual da recuperação extrajudicial no agro
Entre janeiro e este ano, foram registrados 6 casos de recuperação extrajudicial no setor, segundo o Obre. A entidade destaca que o aumento de casos reflete a busca por soluções ágeis para manter operações distintas da tomada de decisões judiciais.
Analistas observam que o instrumento pode reduzir impactos ao crédito e facilitar a continuidade de atividades agroindustriais, com efeitos diretos na cadeia de fornecimento, financiamento rural e produção.
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