- O dólar fechou em R$ 4,9980, queda de 0,25%, o menor fechamento desde 27 de março de 2024, e repetiu a mudança após superar os R$ 5,00 pela manhã.
- Foi a quarta sessão consecutiva de perdas no Brasil, com a moeda acumulando queda de 8,95% no ano.
- O dólar futuro para maio ficou em R$ 5,0150, cediando 0,36%.
- A virada ocorreu após Trump afirmar que o Irã quer fechar um acordo com os EUA, após negociações frustradas no fim de semana em Islamabad; ele disse que não aceitará acordo que permita arma nuclear ao Irã.
- No exterior, o dólar recuou frente várias moedas emergentes e, no Brasil, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para a rolagem do vencimento de 4 de maio.
O dólar fechou abaixo de 5,00 reais pela primeira vez em dois anos nesta segunda-feira (13). O recuo ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que o Irã quer chegar a um acordo com os EUA sobre a guerra.
O dólar à vista encerrou em queda de 0,25%, a R$ 4,9980, após ter atingido R$ 5,04 no início do dia. O valor de fechamento mais baixo desde 27 de março de 2024 foi registrado nessa marca de R$ 4,9805.
Foi a quarta sessão consecutiva de perdas para a moeda americana no Brasil, que acumula baixa de 8,95% no ano. O dólar futuro para maio, o mais líquido, caiu 0,36%, a R$ 5,0150, às 17h04 na B3.
Logo pela manhã, o dólar subiu ante o real, acompanhando a alta externa, devido ao quebra de acordo entre EUA e Irã nas negociações em Islamabad. Trump prometeu bloquear o estreito de Ormuz; Teerã prometeu retaliação aos portos vizinhos do Golfo.
Reviravolta com o comentário de Trump
No meio da tarde, o cenário global mudou após Trump mencionar que o Irã havia “ligado esta manhã” e estaria aberto a fechar um acordo. O presidente também afirmou que não aceitará qualquer acordo que permita que Teerã tenha arma nuclear.
Investidores passaram a reagir com otimismo, reforçando a virada observada no Brasil. O real ganhou força frente ao dólar, ajudado pela perspectiva de acordo entre as partes. Às 9h04, o dólar chegou a 5,0411, subindo 0,61%.
Em segundo momento, o dólar à vista cedeu para 4,9826, queda de 0,55%, ainda sob influência dos comentários de Trump, que acenaram para uma possível solução diplomática. O movimento global acompanhou a redução diante de pares emergentes.
No exterior, a moeda norte-americana também recuou frente várias divisas de países emergentes, como pesos do Chile e da Colômbia. Em relação ao euro, à libra e ao franco suíço, o dólar perdeu valor ao fim da sessão no exterior.
No Brasil, o Banco Central não alterou a direção da política cambial, vendendo 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolar o vencimento de 4 de maio, ao fim da manhã.
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