- O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) recusou emprestimo ao Banco de Brasília (BRB) até que a instituição apresente perdas totais e confirme o capital de que precisa.
- O BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, pediu injeção de R$ 8,8 bilhões e empréstimo de pelo menos R$ 4 bilhões ao FGC.
- O FGC teme que o impacto financeiro das transações do BRB com o Banco Master seja maior do que o previsto, elevando o risco de prejuízos para o FGC em uma eventual liquidação.
- O BRB ainda não divulgou o balanço do segundo trimestre do ano anterior; investigações sobre as operações com o Banco Master seguem em andamento.
- O governo do Distrito Federal busca outras fontes de recurso para o BRB, e a instituição também vendeu carteiras de crédito para grandes bancos; a S&P rebaixou o rating do BRB em março e manteve a perspectiva negativa.
OFgC tem se recusado a emprestar ao Banco de Brasília (BRB) até que a instituição esclareça perdas totais oriundas de operações com o Banco Master e demonstre o montante de capital necessário para se manter. A negativa envolve um possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao BRB, segundo fontes familiarizadas com o tema ouvidas pela Bloomberg News.
O BRB pediu apoio ao FGC, estimando necessidade de uma injeção de 8,8 bilhões de reais e empréstimo mínimo de 4 bilhões de reais. A hesitação do FGC decorre do risco de que o impacto financeiro total das transações com o Master seja maior do que o previsto, elevando prejuízos potenciais em uma eventual liquidação.
O banco não divulgou o balanço do segundo trimestre do ano anterior, em meio a investigações independentes sobre as ligações com o Master. Enquanto isso, a instituição tem buscado captação de recursos para recompor o capital e já remarcou votação de aumento de capital para 22 de abril após um cancelamento anterior.
Paralelamente, o BRB vendeu carteiras de crédito de boa qualidade a outros bancos para reforçar liquidez. No âmbito externo, o governo do Distrito Federal indicou ter recebido uma oferta de 15 bilhões de reais por ativos relacionados ao Master, com pagamento inicial de 4 bilhões e o restante via instrumentos atrelados aos ativos.
O BRB detém depósitos significativos, estimados em cerca de 40 bilhões de reais, que poderiam ser cobertos pelo FGC. O governo local avalia a operação com o objetivo de esclarecer parte das perdas associadas às transações com o Master, para subsidiar o processo de capitalização do BRB.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem procurado captar recursos de outras instituições para apoiar o BRB. A classificação de crédito do BRB foi rebaixada pela S&P em março, com avaliação de risco relacionada à possibilidade de usar ativos públicos para sustentar o banco, e com observação negativa pela incerteza sobre o impacto das investigações.
O BRB é um componente estratégico da economia local, com atuação relevante no Distrito Federal, que abriga a capital do país. Além disso, o banco mantém ativos consideráveis em depósitos de diversas origens, o que aumenta a importância de uma solução estável para o capital do grupo.
Atualizações e perspectivas
Foi mencionada a possibilidade de um acordo com ativos adquiridos do Master para esclarecer perdas e estruturar a recuperação de capital. O Banco Central ainda precisa analisar a oferta, segundo fontes envolvidas. A evolução das negociações pode influenciar a visão sobre o cenário financeiro do BRB e o apoio público ao banco.
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