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Fleury encerra negociação com Oncoclínicas e abre caminho para proposta MAK

Fleury encerra negociação para adquirir fatia da Oncoclínicas; MAK Capital avança com proposta, com aporte de R$ 500 milhões, sujeito a novo conselho

Negócio previa que Fleury e Porto injetassem juntos R$ 500 milhões para assumir o controle de uma nova companhia que receberia 140 clínicas da Oncoclínicas. (Foto: Divulgação/Oncoclínicas)
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  • Fleury desistiu de negociar a compra de uma fatia da Oncoclínicas em parceria com Porto Seguro, conforme fato relevante assinado pelo diretor financeiro no dia 13 de abril.
  • Com a saída do Fleury, a proposta da MAK Capital ganhou força, com BTG Pactual atuando como representante legal; o fundo detém 6,2% da Oncoclínicas e mantém o aporte de R$ 500 milhões, condicionado à eleição de um novo conselho em assembleia prevista para 30 de abril.
  • O acordo previa que Fleury e Porto injetariam juntos R$ 500 milhões para criar a NewCo, que controlaria as mais de 140 clínicas da Oncoclínicas e herdaria dívida de até R$ 2,5 bilhões; o Fleury optou por não assumir esse passivo.
  • O CEO da Oncoclínicas, Carlos Gil Ferreira, já havia dito que o plano A era cortar custos e renegociar contratos, com ou sem novos sócios; a governança da nova estrutura ainda não havia sido definida.
  • No mesmo dia, Oncoclínicas protocolou no Tribunal de Justiça de São Paulo uma ação de tutela cautelar para suspender o vencimento antecipado de dívidas, buscando um ambiente mais estável para negociar com credores.

O Grupo Fleury encerrou, nesta segunda-feira, a negociação para comprar uma fatia da Oncoclínicas em parceria com a Porto Seguro. A decisão foi comunicada via fato relevante assinado pelo diretor financeiro José Antonio de Almeida Filippo.

Com a desistência, a MAK Capital ganha força como possível destinatária da posição. A gestora mantém o interesse com o BTG Pactual atuando como representante, e continua a avaliar a proposta. A operação envolve a criação de uma NewCo.

A MAK Capital já tinha apresentado aporte de R$ 500 milhões, condicionado à eleição de um novo conselho na assembleia marcada para 30 de abril. A estrutura previa injeção para controle da nova empresa e assunção de dívida de até R$ 2,5 bilhões.

Segundo o acordo, Fleury e Porto injetariam R$ 500 milhões para a NewCo, que reuniria as mais de 140 clínicas da Oncoclínicas. A dívida mencionada faria parte do passivo da nova companhia, não herdado pelo Fleury.

A Oncoclínicas e a Porto não comentaram o anúncio até o fechamento desta edição. O fechamento do negócio dependia de aprovações regulatórias e societárias, conforme afirmou o CEO da Oncoclínicas, Carlos Gil Ferreira, em entrevista anterior.

Na mesma tarde, a Oncoclínicas protocolou no Tribunal de Justiça de São Paulo uma ação para suspender, liminarmente, o vencimento antecipado de dívidas com credores. A empresa afirmou que a medida visa criar ambiente financeiro estável para negociações, ainda sem decisão judicial.

Análise externa aponta que a desistência do Fleury era provável diante de fragilidades financeiras da Oncoclínicas e de divergências entre sócios. Especialistas ressaltam que a operação, sem ajustes, poderia agravar a situação de ambos os lados.

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