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Guerra impacta projeção de crescimento da China para 2026, aponta Reuters

Reuters aponta crescimento de 4,6% para a China em 2026, com petróleo mais caro elevando custos e demanda externa ameaçada pela guerra no Oriente Médio

Loja em Pequim, China, em 18 de outubro de 2025
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  • Segundo pesquisa da Reuters com 50 economistas, o PIB da China cresceu 4,8% no primeiro trimestre, ante 4,5% no trimestre anterior.
  • A previsão indica recuo do crescimento para 4,7% no segundo trimestre e 4,6% para 2026, alinhada à meta oficial de 4,5% a 5,0%.
  • Economistas alertam que preços do petróleo mais altos elevam custos dos insumos e comprimem margens, diante da demanda interna fraca.
  • Os preços de fábrica na China subiram em março pela primeira vez em mais de três anos; espera-se que as exportações desacelerem em março.
  • Dados do PIB do primeiro trimestre e da atividade de março devem ser divulgados pelo governo nesta semana, com crescimento trimestral projetado em 1,3% jan-mar, versus 1,2% oct-dez.

A Reuters aponta que a guerra no Oriente Médio pode frear a recuperação da China em 2026. Economistas afirmam que o aumento persistente dos preços do petróleo eleva custos de insumos e pressiona margens das empresas, impactando a demanda interna.

Segundo a pesquisa da Reuters com 50 economistas, o PIB chinês deve crescer 4,8% no primeiro trimestre na comparação anual, acelerando em relação aos 4,5% vistos no quarto trimestre de 2025. A previsão é de desaceleração para 4,7% no segundo trimestre.

Para 2026, o crescimento anual é estimado em 4,6%, frente a 5,0% em 2025. A mediana aponta alinhamento com a meta oficial de 4,5% a 5,0%. A recuperação exportadora ajudou no início do ano, mas o cenário externo é visto como desafio.

Analistas do Morgan Stanley destacam que preços de petróleo mais altos podem degradar os termos de troca da China e comprimir margens no downstream. No entanto, reiteram que a China está relativamente bem posicionada entre importadores líquidos, frente a interrupções energéticas de pares.

Os preços de fábrica na China subiram em março pela primeira vez em mais de três anos, sinalizando pressões de custo. Dados oficiais apontam que as exportações podem ter desacelerado em março, com divulgação esperada para esta semana.

Na visão dos especialistas, o desempenho trimestral deve ficar acima do intervalo anterior, com crescimento de 1,3% no primeiro trimestre ante 1,2% no trimestre anterior. O governo divulgará o PIB do 1º trimestre e os indicadores de atividade de março nas próximas semanas.

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