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Oncoclínicas entra com ação cautelar para evitar vencimento da dívida

Oncoclínicas entra com tutela cautelar para suspender vencimento antecipado de dívidas, mantendo operações e buscando acordo com credores

Oncoclínicas opera 146 unidades no Brasil, mas dívidas da expansão e o colapso da Unimed Ferj consumiram o caixa e colocam em risco a continuidade da empresa
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  • A Oncoclínicas protocolou ação de tutela cautelar no Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender liminarmente o vencimento antecipado de dívidas e a exigibilidade de obrigações com credores, enquanto busca solução para a crise financeira.
  • A empresa afirma operar normalmente e manter conversas com credores; o vencimento antecipado começou após o descumprimento de covenants financeiros que reclassificou a dívida.
  • A companhia encerrou 2025 com prejuízo líquido de R$ 3,67 bilhões; o EBITDA ajustado caiu cerca de quarenta e cinco por cento em relação a 2024 e ficou quarenta por cento abaixo do consenso.
  • Entre as perdas, destacam-se R$ 430,9 milhões em aplicações bloqueadas no Banco Master e R$ 861,9 milhões em recebíveis da Unimed do Rio de Janeiro, integralmente provisionados.
  • Em reunião do conselho, houve destituição do Diretor de Relações com a Indústria, Eduardo Cesar Alves, e renúncias de Direção de Recursos Humanos e de Tecnologia da Informação; negociações com Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3) estavam em estágio de exclusividade, encerrada em 12 de abril.

A Oncoclínicas (ONCO3) protocolou uma ação de tutela cautelar no Tribunal de Justiça de São Paulo para evitar o vencimento antecipado de suas dívidas e a exigibilidade das obrigações junto a credores. A medida, apresentada nesta segunda-feira (13) e divulgada em fato relevante à CVM, busca suspender liminarmente esse pagamento.

A empresa afirma que opera normalmente e mantém diálogo ativo com credores. A liminar pretendida visa impedir que o descumprimento de covenants financeiros, que levou à reclassificação da dívida, desfaça condições de crédito já acordadas.

Detalhes financeiros e cenários

No fechamento de 2025, a Oncoclínicas registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 3,67 bilhões, ou cerca de R$ 10 milhões por dia. O resultado piorou frente a 2024, quando houve perdas de R$ 717 milhões.

Dois itens pesaram na situação: R$ 430,9 milhões em aplicações bloqueadas no Banco Master e R$ 861,9 milhões em recebíveis da Unimed do Rio de Janeiro, integralmente provisionados após a operadora deixar de honrar pagamentos.

O EBITDA ajustado recuou aproximadamente 45% ante 2024, ficando 40% abaixo do consenso de mercado. Analistas do JP Morgan mantêm recomendação de underweight, citando alta pressão de liquidez.

Perspectivas de mercado e negociações

A instituição destacou que a continuidade dos negócios depende de apoio externo e de uma possível transação com Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3), grupos com interesse nos ativos. O prazo de exclusividade para negociações terminou no domingo (12).

As ações da empresa chegaram a subir 8,06% na máxima, mas registraram queda ao longo da sessão. Por volta das 11h50, ONCO3 operava em R$ 1,27, com ganho de 2,42% no dia, após susto inicial, mantendo alta volatilidade.

Mudanças na gestão

Em reunião do conselho realizada em 27 de março, foi aprovada, por unanimidade, a destituição de Eduardo Cesar Alves, ex-Diretor de Relações com a Indústria e Comercial. Também ocorreram as renúncias do Diretor de Recursos Humanos e do Diretor de Tecnologia da Informação.

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