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Varejo de moda deve faturar R$ 63 bilhões no outono-inverno de 2026

Varejo de moda deve faturar R$ 63,34 bilhões na temporada outono-inverno de 2026, com 1,85 bilhão de peças vendidas e recuperação gradual

Dados mostram que setor do varejo busca equilíbrio em recomposição de vendas e controle de estoque
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  • A temporada de outono e inverno de 2026 deve movimentar R$ 63,34 bilhões no varejo de moda, alta de 4,2% em relação a 2025.
  • Serão cerca de 1,85 bilhão de peças vendidas entre maio e agosto, 0,65% a mais que o mesmo período de 2025.
  • O economista Marcelo Prado, do IEMI, afirma que a projeção reflete equilíbrio entre recomposição de vendas e controle de estoques.
  • O setor segue desafiador, com custos da cadeia, pressão sobre margens e concorrência de plataformas internacionais de comércio eletrônico.
  • Empresas priorizam coleções de meia estação e itens com maior flexibilidade de venda, com cautela na formação de estoques devido à variabilidade do clima.

A temporada de outono e inverno de 2026 deve apresentar resultados positivos para o varejo de moda. Estimativas do IEMI indicam vendas de aproximadamente R$ 63,34 bilhões, ante R$ 60,79 bilhões da temporada anterior, o que representa um aumento de 4,2%.

O volume previsto é de cerca de 1,85 bilhão de peças vendidas entre maio e agosto, 0,65% acima do mesmo período de 2025, quando houve produção de aproximadamente 1,84 bilhão de itens. A projeção reforça a recuperação gradual do setor.

Entre os fatores que moldam o cenário, está a busca por equilíbrio entre recomposição de vendas e controle de estoques, segundo o economista Marcelo Prado, diretor do IEMI. Ele aponta uma evolução de valor, mas volume ainda moderado devido à concorrência de mercados digitais.

Contexto do varejo e estratégias

Para as empresas, a competição continua acirrada e com custos da cadeia elevados. A Abvtex aponta que a prioridade tem sido investir em coleções de meia estação e itens com maior flexibilidade de venda, frente a variações climáticas regionais.

Essa orientação tem relação com a necessidade de manter margens diante de pressões de custos e de plataformas internacionais de comércio eletrônico. O objetivo é adaptar o sortimento a diferentes padrões de clima e consumo ao longo da temporada.

Especialistas destacam que o desempenho do clima e o ritmo de consumo nos primeiros meses da estação serão considerados decisivos para confirmar as projeções de 2026. A temporada costuma impactar o varejo de moda no Brasil devido ao ticket médio mais elevado em categorias como malharia, casacos e itens de sobreposição.

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