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Inflação na Argentina acelera para 3,4% em março

Inflação na Argentina sobe para 3,4% em março; núcleo avança 3,2% e o 1º trimestre chega a 9,4%, com tarifas e serviços puxando o índice

O dado de março interrompe a trajetória de fevereiro, quando a inflação mensal havia se mantido em 2,9%, mesmo patamar de janeiro; na imagem, notas de pesos argentinos
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  • Inflação de março ficou em 3,4%, subindo 0,5 ponto percentual em relação a fevereiro.
  • Acumulado em doze meses caiu de 33,1% para 32,6%; o primeiro trimestre ficou em 9,4%.
  • Educação registrou alta de 12,1%, impulsionada pelo início do ano letivo.
  • Preços regulados subiram 5,1%, puxados por tarifas e transportes; o núcleo da inflação avançou 3,2%.
  • Transporte teve alta de 4,1%, com impactos de combustíveis, transporte público e passagens aéreas; há variação regional (Nordeste 4,1%, Patagônia 2,5%).

A inflação na Argentina avançou 3,4% em março de 2026, conforme divulgação do Indec nesta terça-feira (14/04). O resultado interrompeu a estabilidade de fevereiro, quando houve alta de 2,9%, e elevou o acumulado do 1º trimestre para 9,4%. O indicador mensal ficou acima do ritmo observado nos dois meses anteriores, marcando nova aceleração da variação de preços no país.

Apesar do avanço mensal, a inflação anual caiu de 33,1% para 32,6% entre fevereiro e março. O relatório completo aponta fatores sazonais e ajustes de tarifas públicas como impulsionadores do nível geral de preços no mês. Dados completos estão disponíveis em documento técnico do órgão.

Entre os setores, a Educação puxou as altas, com 12,1% em março, influenciada pelo início do ano letivo. Já os preços regulados — definidos ou autorizados pelo governo — subiram 5,1%, sustentados por tarifas e transportes. O núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, avançou 3,2%.

No item Transporte, o registro mensal foi de 4,1%, apoiado por aumentos em combustíveis, transporte público e passagens aéreas. Esse movimento está relacionado a cotações internacionais de petróleo e a tensões geopolíticas que impactam custos de energia e, por consequência, tarifas associadas ao setor.

Outros grupos mostraram variações relevantes: Habitação, água, eletricidade e gás subiu 3,7%. O Indec destaca ainda que as mudanças ocorreram com desigualdade regional, sendo o Nordeste o grupo com alta de 4,1% e a Patagônia a menor inflação regional, em 2,5%.

O relatório técnico aponta fatores sazonais como parte do impulso inflacionário, além de mencionar a pressão de tarifas públicas. Em alimentação, o grupo Carnes e derivados registrou alta expressiva de 6,9% na região da Grande Buenos Aires, respondendo por grande parte da incidência local. Frutas e verduras tiveram alta menor, em 1,0%.

Comparativamente a fevereiro, março trouxe interrupção da desaceleração observada no mês anterior, quando a inflação havia se mantido em 2,9%. Em fevereiro, Educação registrou variação de 1,2%, enquanto Habitação e serviços básicos mostraram maior pressão, com alta de 6,8%.

O ministro da economia que acompanha a linha de atuação econômica é Luis Caputo, no governo de Javier Milei, cuja gestão tem influenciado ajustes e diretrizes com impacto direto em tarifas e controles de preços. O conjunto de medidas e cenários macroeconômicos permanece sujeito a novas revisões conforme avançam dados oficiais e condições de mercado.

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