- As ações da Hermes caíram cerca de 9% após a empresa sinalizar que a guerra no Irã impactou as vendas no Oriente Médio e na Europa, com menos turistas em cidades como Paris e Londres.
- As vendas globais, ajustadas pelo câmbio, cresceram 5,6% no trimestre, abaixo da previsão de 7,1% dos analistas.
- A região do Oriente Médio caiu 6% (para 160 milhões de euros), com menor procura em Dubai; as vendas em shoppings de luxo no Golfo recuaram 40% em março.
- A força do euro tirou 290 milhões de euros da receita, levando as vendas totais a 4,07 bilhões de euros, queda de 1% em relação ao ano anterior.
- Por região, França caiu 2,8% e Ásia teve alta de 3,5% (ajustado pelo câmbio), enquanto os Estados Unidos registraram alta de 17,2%.
As ações da Hermes recuaram cerca de 9% nesta quarta-feira, 15 de maio, após a fabricante francesa de artigos de luxo dizer que a guerra no Irã impactou as vendas no Oriente Médio e na Europa. O recuo ocorreu mesmo com a empresa mantendo controle sobre produção e distribuição para sustentar a exclusividade de suas peças.
A Hermes informou que, no trimestre, as vendas globais ajustadas pelo câmbio subiram 5,6% (acima de uma previsão de 7,1%), mas tiveram queda na região do Oriente Médio. O conflito reduziu o fluxo de turistas em cidades como Paris e Londres, afetando a demanda por itens de grife.
Em Dubai, os centros de compras registraram queda de 40% nas vendas em março, segundo o diretor financeiro Eric du Halgouet. Mesmo representando 4,4% do total, o Oriente Médio foi a região de crescimento mais rápido no ano anterior.
Impacto regional
O recuo no Oriente Médio levou as vendas da região a 160 milhões de euros, ante 185 milhões no mesmo período do ano anterior. O efeito cambial também pesou: o euro valorizado tirou 290 milhões de euros da receita do trimestre, reduzindo as vendas totais para 4,07 bilhões de euros.
A França registrou queda de 2,8% nas vendas, acompanhando menor turismo. Na Ásia, a maior área de atuação, a receita avançou 3,5% ajustada, reflexo da interrupção de viagens, com impactos observados especialmente em Cingapura e Tailândia.
Estados Unidos apresentaram alta de 17,2% nas vendas ajustadas pelo câmbio, contribuindo para o desempenho regional da empresa. O desempenho geral revela fragilidades do turismo global diante de tensões geopolíticas, ainda que a demanda de itens de luxo tenha mostrado resistência em alguns mercados.
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