- Argentina fechou com o FMI o acordo de US$ 20 bilhões em vigor há 48 meses, em que o país recebe US$ 1 bilhão mediante aprovação do Conselho Executivo do FMI.
- O FMI afirmou que o ímpeto das reformas se fortaleceu nos últimos meses e que há maior apoio político para mudanças macroeconômicas.
- O acordo com o FMI busca desfazer controles de capital e renovar um pacto anterior, com o objetivo de restaurar reservas internacionais.
- O FMI elogiou as compras diárias de moeda estrangeira feitas pelo Banco Central para honrar dívidas e recompor reservas.
- Em 2026, o Banco Central acumuluou mais de US$ 5,5 bilhões em compras, mas as reservas permanecem abaixo das metas devido aos pagamentos da dívida.
A Argentina fechou acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na segunda revisão do programa de US$ 20 bilhões, abrindo caminho para o desembolso de US$ 1 bilhão, sujeito à aprovação do Conselho Executivo do FMI. A data de anúncio foi quarta-feira.
O FMI afirmou que o ímpeto das reformas se fortaleceu nos últimos meses, destacando maior apoio político para mudanças relevantes. O organismo também citou avanços nas políticas monetária e cambial, que ajudaram o país a acumular reservas internacionais.
O acordo, com duração de 48 meses, visa renovar o compromisso anterior de US$ 44 bilhões e dá ao governo de Milei espaço financeiro para desfazer controles de capital. Trata-se do 23º acordo do FMI com a Argentina.
Desembolso e contexto financeiro
Nos últimos meses, o FMI tem elogiado as compras diárias de moeda estrangeira do Banco Central para honrar dívidas e reconstruir reservas. Em 2026, o BC acumulou mais de US$ 5,5 bilhões nessas compras.
Apesar disso, as reservas continuam inferiores em função dos pagamentos contínuos da dívida. O desempenho registra a evolução das políticas para estabilizar finanças externas e metas de reserva.
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