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Assessores dizem que Lula precisa melhorar percepção da economia, segundo Quaest

Quaest aponta mau humor com a economia sob risco de reeleição de Lula; piora entre quem ganha dois a cinco salários mínimos e preço de alimentos preocupa

Montagem com fotos dos pré-candidatos à Presidência da República: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) — Foto: Montagem/g1
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  • A Quaest aponta que Lula precisa mudar o mau humor dos eleitores em relação à economia para ter chance de reeleição.
  • Pela primeira vez, a pesquisa mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no segundo turno: 42% contra 40%.
  • A percepção de que a economia piorou subiu de 38% para 50% entre dezembro e abril, enquanto quem acredita que piorou ganhou espaço.
  • Entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos, a avaliação de piora subiu de 41% para 53%.
  • O apoio à ideia de alta dos preços de alimentos passou de 57% para 72%, com impacto no humor econômico.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou um recado direto aos apoiadores de Lula: para a reeleição, será necessário reduzir o mau humor dos eleitores com a economia. O levantamento aponta piora na percepção econômica desde o começo do ano.

Conforme o estudo, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em intenções de voto para o segundo turno, com 42% ante 40%. O resultado sinaliza desafio para o petista em um cenário ainda instável.

Entre dezembro e abril, a parcela de brasileiros que avalia a economia como piorou subiu de 38% para 50%, enquanto quem vê melhora caiu de 28% para 21%. O recorte é mais acentuado entre quem ganha de dois a cinco salários.

Antes, em dezembro, 41% desse grupo dizia que a economia piorou; agora, 53% compartilham a mesma percepção, conforme o levantamento. O efeito está atrelado a medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

Outro aspecto negativo para o governo é a percepção sobre o preço dos alimentos. Em dezembro, 57% acreditavam que os alimentos estavam subindo; em abril, o índice chegou a 72%, influenciado por fatores globais e pelo custo de intervenções.

Apesar dos indicadores desfavoráveis, a Quaest aponta expectativa de recuperação futura da economia. A parcela que acredita em melhoria permanece maior (40%), enquanto quem prevê piora recuou para 32%.

Contexto da pesquisa Quaest

A equipe de Lula entende que ações voltadas aos mais pobres podem reverter o humor econômico nos próximos meses. Em maio, o governo planeja anunciar refinanciamento de dívidas para famílias com débitos em atraso.

Além disso, o governo avalia ajustar a taxa de isenção para combater distorções percebidas, com foco em impacto para baixa renda. Lula pediu à equipe que avalie caminhos para reduzir impactos nos trabalhadores.

Fatos apontados pelo estudo destacam dificuldades na percepção de custo de vida, especialmente entre cidadãos de menor renda, e reforçam a pressão por medidas de alívio imediato.

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