- O presidente Lula ficará em missão internacional na Europa entre 17 e 21 de abril, com compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal.
- Durigan afirmou que o programa Desenrola 2.0 deve ser anunciado após a volta dele e de Lula das agendas internacionais.
- O ministro disse que o desenho do programa já está bem encaminhado e manteve contatos com instituições financeiras, com apoio institucional.
- O plan visual inclui medidas estruturais, como restrições de uso de apostas online, para fortalecer ganhos de longo prazo.
- O governo sinaliza usar o FGTS para abatimento de dívidas como parte do Desenrola 2.0, em meio a cenário de endividamento aumentado no Brasil.
Desenrola 2.0 deve ser anunciado após a viagem de Lula à Espanha, conforme afirma o ministro da Fazenda. Dário Durigan disse que ainda não há data definida, mas o lançamento deve ocorrer após o presidente retornar das agendas internacionais. Ele confirmou que o programa está bem encaminhado e já recebeu alinhamento com o sistema financeiro.
Durigan estava em Washington quando fez as declarações. O ministro afirmou ter conversado com representantes das principais instituições financeiras, que sinalizaram apoio. Segundo ele, a medida visa beneficiar as famílias e o mercado, trazendo contrapartidas estruturais, como restrições a apostas online, consideradas positivas para o país.
Lula tem agenda na Europa entre 17 e 21 de abril, com compromissos na Alemanha e em Portugal, além da Espanha. A viagem ocorre em meio a um contexto de estímulo a medidas de endividamento, enquanto o governo mantém o foco em ações para reduzir o peso das dívidas das famílias brasileiras.
Cenário do endividamento
O cenário de endividamento no Brasil registra sinais de alerta. Dados do Serasa apontam alta na inadimplência, com avanço de cerca de 38% em dez anos. O BC destacou preocupações com o superendividamento em relatório divulgado recentemente, indicando problema crescente.
A liberação do FGTS para pagamento de dívidas é citada pelo governo como parte do Desenrola 2.0. A medida busca reduzir o peso das dívidas, especialmente entre famílias de baixa renda, sem desconsiderar contrapartidas que possam trazer ganhos estruturais ao conjunto da economia.
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