- Pesquisa da Quaest, realizada entre 9 e 13 de abril com mais de 2 mil adultos, aponta que 72% da população brasileira está endividada.
- Desses, 43% declararam ter, em geral, poucas dívidas, mas o resultado acende um alerta sobre o endividamento no país.
- Economista Rodrigo Simões atribui o quadro a fatores como custo do crédito, custo do financiamento e problemas de gestão financeira.
- Segundo ele, compras impulsivas e má organização financeira também ajudam a explicar os números.
- A recomendação é manter orçamento organizado, separando renda entre gastos fixos (moradia e alimentação) e supérfluos (viagens e lazer) para evitar o superendividamento.
Ao longo de 9 a 13 de abril, o Instituto Quaest realizou uma pesquisa sobre endividamento no Brasil. Foram ouvidas mais de 2 mil pessoas com 16 anos ou mais. O levantamento aponta que 72% da população está endividada.
Entre os entrevistados, 43% disseram ter, em geral, poucas dívidas; ainda assim, o resultado acende um alerta sobre o cenário econômico. O estudo associa o endividamento a fatores como custo do crédito e da alimentação.
O economista Rodrigo Simões, da Faculdade do Comércio, comentou no Conexão Record News que o problema envolve o sistema financeiro e o custo do financiamento. Ele relaciona compras impulsivas à má gestão financeira.
Segundo o especialista, a organização do orçamento é essencial. Ele orienta separar a renda entre gastos fixos, como moradia e alimentação, e gastos voláteis, como lazer e viagens.
Simões ressaltou a necessidade de o brasileiro conhecer a própria renda e os gastos. O objetivo é evitar chegar ao estágio de superendividamento, especialmente diante dos custos de crédito no país.
O estudo da Quaest foca em dados recentes de endividamento, indicando que parcela significativa da população encara dificuldades para equilibrar despesas e renda, ainda que parte relate ter pouco endividamento no cotidiano.
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