- Investidores estrangeiros responderam por 24% do volume negociado dos FIIs em fevereiro, a maior participação já registrada.
- A participação externa aumentou rapidamente: 18% em outubro e 7,4% em janeiro de 2021.
- O Santander aponta fluxo externo intenso nos últimos meses, impulsionando o peso de estrangeiros no mercado.
- Em dois meses, mais de 110 mil novos investidores entraram em FIIs, segundo a instituição.
O fluxo de recursos estrangeiros para ativos brasileiros elevou a participação externa nos fundos de investimento imobiliário (FIIs) a 24% em fevereiro, a maior já registrada pela classe. A alta ocorre em meio a demanda de investidores internacionais por ativos no Brasil.
Comparado ao fim de 2023, a fatia externa subiu de 18% em outubro para 24% em fevereiro. Em janeiro de 2021, a participação era de 7,4%, mostrando evolução acelerada ao longo dos anos.
Pires, executivo do Santander, destacou que em dois meses houve mais de 110 mil novos investidores em FIIs, número considerado muito relevante para o mercado. O relatório analisa o efeito desse ingresso externo sobre a liquidez dos fundos.
Participação externa atinge recorde
O estudo do Santander aponta que o avanço de estrangeiros ocorreu em meio a fluxos de capitais globais favoráveis a ativos de renda variável no Brasil. A leitura é de que o interesse internacional sustenta a demanda por FIIs apesar de volatilidades regionais.
No entanto, o documento informa que a guerra no Irã freou o rali do início do ano, gerando volatilidade nos mercados globais. Ainda assim, os FIIs seguem ganhando tração entre investidores estrangeiros e pessoas físicas.
Para o Santander, o resultado reforça o papel dos FIIs como alternativa de rentabilidade em função do ambiente de juros mais baixos no Brasil e da percepção de valor relativo em imóveis. A instituição cita melhoria de liquidez como efeito direto da participação externa.
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