- A dívida bruta do Brasil subiu R$ 2,95 trilhões no período do governo Lula até fevereiro, segundo o Banco Central, elevando a relação dívida-PIB de 71,7% para 79,2%.
- O estoque da Dívida Pública Federal (DPF), calculado pelo Tesouro Nacional, passou de R$ 5,95 trilhões em dezembro de 2025 para R$ 8,84 trilhões, alta de R$ 2,89 trilhões.
- O FMI projeta a dívida-PIB em 96,5% do PIB em 2026 e em 106,5% em 2031.
- A Fazenda afirmou que o governo tem compromisso com a estabilidade fiscal e com a redução da trajetória da dívida, com planejamento de médio e longo prazo a ser detalhado no PLDO 2027.
- A explicação oficial sobre as divergências entre as projeções do FMI e as do governo envolve diferenças metodológicas, principalmente no tratamento de títulos na carteira do Banco Central.
O Banco Central informou que a dívida bruta do Brasil avançou para 79,2% do PIB em fevereiro, ante 71,7% no início do mandato de Lula. O crescimento da dívida ocorreu apesar de medidas de ajuste e da alta nominal do PIB, e resulta de incremento no estoque total da Dívida Pública Federal.
Segundo o BC, o estoque da DPF subiu de 5,95 trilhões de reais em dezembro de 2025 para 8,84 trilhões em fevereiro de 2026, uma alta de 2,89 trilhões. O aumento reflete êxitos de curto prazo na liquidez, mas Impacta a relação dívida-PIB.
A Fazenda informou que o governo mantém compromisso com estabilidade fiscal e redução da trajetória da dívida a médio e longo prazo. Em nota, o ministério destacou planejamento que será detalhado no PLDO 2027. O objetivo é reduzir a carga da dívida ao longo do tempo.
Projeções conflitantes e explicações técnicas
O FMI projeta que a relação dívida-PIB subirá para 96,5% neste ano e pode chegar a 106,5% em 2031. O governo ressaltou que tais diferenças decorrem de metodologias distintas, especialmente no tratamento de títulos na carteira do Banco Central.
A equipe econômica explicou que o FMI considera todos os títulos, inclusive os da carteira livre que não financiam o Tesouro, não estão em mercado e não servem à política monetária. As divergências permanecem, segundo o Ministério da Fazenda, mas são amplamente conhecidas.
O estoque total da chamada Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) também subiu, passando de 7,2 trilhões para 10,2 trilhões de reais no governo Lula. A informação é baseada em cálculos oficiais da instituição.
O governo poderá detalhar a estratégia para reduzir a dívida na apresentação do PLDO 2027, prevista para esta quarta-feira. O objetivo é explicar as ações previstas para estabilizar as contas públicas ao longo dos próximos anos.
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