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Geada na Champagne destrói 40% dos brotos, inédita desde 2003

Gelo devastou Champagne: 40% dos rebentos destruídos, segunda maior perda desde 2003; ainda não há estimativa de colheita, ciclo da vinha segue

Le gel menace chaque année, au printemps, les régions viticoles.
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  • O frio recente destruiu 40% dos bourgeons no vinhedo champenois, segundo o Comité interprofessionnel du vin de Champagne (CIVC).
  • Foi a segunda maior destruição de Bourgeons em épocas de gelo, atrás de 2003, quando 45% foram perdidos.
  • A explicação é que o adiantamento do ciclo das uvas, cerca de três semanas, tornou as geadas mais danosas.
  • Ainda é cedo para avaliar as consequências na colheita, já que o ciclo da videira não terminou e o tempo nos próximos meses influenciará a vindima.
  • Em 2025, as exportações de champanhe caíram pela terceira vez consecutiva, para 266 milhões de garrafas, o menor patamar desde 2001 (263 milhões).

A produção de champanhe enfrenta mais uma queda drástica devido a episódios de gelo recentes. O Comité Interprofissional do Vinho de Champagne (CIVC) informou à AFP que 40% dos botões de uva foram destruídos no território champanhe. A quebra é a segunda maior desde 2003, quando 45% das gemas foram afetadas.

Segundo o CIVC, os danos ocorreram em um período relativamente comum para geadas, mas a vinha já apresentava uma brotação adiantada, cerca de três semanas. O início prematuro da vegetação ampliou o impacto das geadas sobre as gemas expostas.

Ainda não é possível medir as consequências para a colheita. O CIVC destacou que o ciclo da videira não terminou e que as condições climáticas dos próximos meses influenciarão os resultados até a vindima. A qualidade do vinho depende de todo o desenvolvimento das uvas, não apenas do volume colhido.

Perspectivas e cenário histórico

Em 2025, as exportações de champanhe já haviam recuado pela terceira vez consecutiva, somando 266 milhões de garrafas, segundo dados do CIVC. Esse patamar permanece entre os mais baixos desde 2001, quando foram expedidas 263 milhões. A atual safra ainda depende do desenrolar do ciclo agrícola e das condições climáticas futuras.

O CIVC ressalta que ainda não há avaliação definitiva de perdas econômicas ou de produção para o conjunto da região. A entidade continua monitorando o desenvolvimento das vinhas e as previsões para a próxima temporada.

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