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IBC-BR: atividade econômica cresce 0,6% em fevereiro

IBC-Br sobe 0,6% em fevereiro, com indústria em alta de 1,2%, agropecuária 0,2% e serviços 0,3%; recuo de 0,3% ante o mesmo mês de 2024

Créditos: depositphotos.com / robertohunger
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  • O IBC-Br subiu 0,6% em fevereiro, na leitura dessazonalizada, indicando crescimento da atividade econômica.
  • Contribuíram para o avanço 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
  • Em comparação com fevereiro de 2025, houve queda de 0,3% sem ajuste, com alta de 1,9% nos últimos doze meses até fevereiro.
  • O IBC-Br não corresponde exatamente ao PIB, mas auxilia a elaboração da política monetária e acompanha o ritmo da economia.
  • Economista Leonardo Costa (ASA) aponta ritmo moderado de fevereiro e destaca o desempenho dos serviços como ponto relevante, alinhado a expectativa de atividade mais fraca em 2026.

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (16) o dado do IBC-Br para fevereiro. O índice de atividade econômica subiu 0,6% ante janeiro, já dessazonalizado, indicando ritmo moderado da atividade. Agropecuária teve alta de 0,2%, indústria 1,2% e serviços 0,3%.

Na comparação com fevereiro de 2025, houve queda de 0,3% sem ajuste sazonal. No acumulado de 12 meses até fevereiro, o índice registra alta de 1,9%. O IBC-Br mede atividade nos setores industrial, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O IBC-Br funciona como uma ferramenta de acompanhamento econômico, mas não é uma prévia do PIB. O indicador oferece insumos para a formulação da política monetária, com metodologia distinta da do PIB oficial do IBGE.

O papel do IBC-Br e relação com o PIB

O BC esclarece que o IBC-Br não substitui nem projeta exatamente o PIB, mas ajuda a entender a dinâmica da atividade. Em 2025, a economia brasileira avançou 2,3%, com crescimento em todos os setores, destacando a agropecuária.

A leitura de fevereiro sugere ritmo moderado de atividade no início de 2026, segundo especialistas ouvido pelo setor. A variação dos serviços, que têm peso relevante, é apontada como fator-chave para o desempenho agregado.

Visão de especialistas

O economista Leonardo Costa, do ASA, ressalta que o tom do dado aponta para desaceleração do primeiro trimestre de 2026. Ele cita a comunicação entre serviços e o desempenho do conjunto como ponto central da leitura.

Costa também aponta que, embora efeitos do conflito no Oriente Médio ainda não estejam refletidos, a pressão de preços pode atuar como vetor de sustentação ao longo do ano.

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