- Ibovespa fechou em queda de 0,46%, aos 197.738 pontos, interrompendo uma sequência de cinco recordes consecutivos.
- O dólar comercial encerrou próximo da estabilidade, em R$ 4,99, com queda de 0,03%.
- Nos Estados Unidos, S&P 500 avançou 0,80% e Nasdaq subiu 1,60%, em meio à expectativa de retomada de negociações entre EUA, Israel e Irã.
- Trump disse ao The New York Post que as conversas podem recomeçar “nos próximos dois dias”; não houve confirmação formal de diálogo entre as partes.
- Analistas destacam recuperação parcial da liquidez relacionada à guerra e maior atratividade do setor de tecnologia, que permanece relevante mesmo com o ambiente externo conturbado.
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (15), recuando 0,46% para 197.738 pontos, em meio a um movimento de correção que contrariou a sequência de cinco recordes consecutivos. O pregão ocorre com o mercado monitorando a possibilidade de retomada de negociações entre EUA, Israel e Irã relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
O dólar comercial encerrou o dia próximo da estabilidade pela segunda sessão consecutiva, cotado a R$ 4,99, queda de 0,03%. A moeda manteve posição perto debaixo dos R$ 5,00, após passagem recente por esse patamar.
Mercados externos sob pressão de negociação
No exterior, índices dos EUA fecharam em alta à espera de nova rodada de conversas entre EUA e Irã, ainda sem confirmação. O S&P 500 avançou 0,80%, para 7.002,95 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,60%, para 24.016,77 pontos, impulsionado por melhora no sentimento sobre lucros e cenário macro.
Segundo analistas, a queda local ocorreu apesar do otimismo externo, com o mercado internacional refletindo também a oscilação de ativos de maior risco. Economistas destacam que a aproximação de negociações pode reduzir a aversão ao risco, pressionando ações brasileiras para baixo em curto prazo.
Análise e perspectivas
Especialistas apontam que o ambiente de liquidez, antes pressionado pela escalada geopolítica, começa a se ajustar conforme notícias sobre negociações avançam. Em relatório, um chefe de alocação afirmou que o custo relativo de ações de tecnologia nos EUA se encontra mais atrativo em comparação a seis meses atrás, sustentando o desempenho de índices de tecnologia.
A cobertura de hoje enfatiza a depender do andamento das tratativas internacionais para definir o ritmo de recuperação dos ativos de risco. As próximas semanas devem esclarecer se o otimismo externo se transfere para ganhos consistentes no mercado brasileiro. Bloomberg News.
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