- Um júri federal de Nova York decidiu que a Live Nation Entertainment mantém monopólio ilegal no setor de shows e eventos ao vivo.
- A decisão beneficia uma coalizão de 34 estados americanos que alegam elevação de preços de ingressos pela empresa.
- A Live Nation controla a plataforma Ticketmaster e, segundo a sentença, monopolizou serviços de bilheteria e gerenciamento de anfiteatros.
- O júri estimou que as práticas da empresa geraram um sobrecusto médio de US$ 1,72 por ingresso aos consumidores.
- A decisão é vista como um marco na discussão sobre concorrência no mercado de eventos nos Estados Unidos.
Um júri federal em Nova York decidiu nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, que a Live Nation Entertainment mantém um monopólio ilegal sobre a indústria de shows e eventos ao vivo. A conclusão foi divulgada com base no processo movido por uma coalizão de 34 estados.
A ação alega que a gigante, que controla a Ticketmaster, abusou de sua posição dominante para monopolizar bilheteria e gestão de anfiteatros. A decisão pode afetar o funcionamento de mercados de ingressos nos EUA.
O veredito aponta que as práticas da empresa provocaram um sobrecusto médio de US$ 1,72 por ingresso aos consumidores, segundo informações do The New York Times.
Contexto
Estados afirmam que a atuação da Live Nation eleva o preço médio de ingressos e restringe concorrência, prejudicando promotores menores e clientes. A defesa sustenta que a empresa tem mérito por consolidar serviços integrados.
A Live Nation opera a Ticketmaster, maior plataforma de venda de ingressos dos EUA, e participa de contratos com grandes salas e circuitos de shows, o que, segundo o processo, reforça o domínio da empresa.
A decisão ocorre em meio a debates sobre concorrência no setor de entretenimento e pode abrir caminho para mudanças regulatórias ou acordos adicionais entre autoridades e a gigante dos eventos.
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