- O governo enviará ao Congresso o projeto da LDO fixando meta de resultado primário de R$ 73,2 bilhões, equivalentes a 0,5% do PIB, para 2027.
- As metas fiscais seguem aumentando nos próximos anos: 2028, 1% do PIB; 2029, 1,25% do PIB; 2030, 1,50% do PIB, com piso de R$ 36,6 bilhões e teto de R$ 109,8 bilhões para 2027.
- Em precatórios, a partir de 2027 haverá inclusão gradual de 10% ao ano do estoque nas metas; até 2035, o saldo deverá ficar dentro do cálculo da meta, com crédito extraordinário permitido até o fim de 2026 para quitar excessos.
- Gastos com pessoal devem obedecer gatilhos do marco fiscal, com variação nominal prevista de 6,1% em 2023-2026 para 4,2% em 2027.
- No histórico, o governo não fechou anos no azul (2023 a 2025), a Dívida Bruta do Governo Geral subiu para 79,2% do PIB em fevereiro, com trajectória de alta até 2029 e queda prevista a partir de 2030.
O governo Lula enviou ao Congresso Nacional um projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com meta de resultado primário de 73,2 bilhões de reais, equivalente a 0,5% do PIB, para 2027. A equipe econômica afirma que a meta poderá melhorar as contas públicas no próximo ano, próximo ao início de um novo mandato presidencial.
Para 2026, a meta de resultado primário é de 0,25% do PIB, ou 34,3 bilhões de reais, ainda conforme o desenho apresentado. Contudo, a expectativa é de saldo positivo menor, estimado em 3,5 bilhões de reais. Em 2024, o governo já mostrou déficit entre receitas e despesas.
Metas fiscais e cenário para precatórios
O texto define metas de superavit para 2027 a 2030: 0,5%, 1%, 1,25% e 1,50% do PIB, respectivamente. Em 2027, o piso é de 36,6 bilhões de reais e o teto, 109,8 bilhões. A estimativa central para 2027 aponta superavit de 73,6 bilhões de reais, acima do centro da meta.
O recebimento de precatórios pode impactar o resultado primário se a PEC não for aprovada. O STF permitiu crédito extraordinário até 2026 para quitar excedentes de precatórios, sem entrar no cálculo da meta. A regra prevê inclusão de 10% do estoque anual a partir de 2027, até 2036.
Pessoal, dívida e contas públicas
Gastos com pessoal devem respeitar gatilhos do marco fiscal, como vedação de benefícios tributários e limitação de crescimento real da despesa. A despesa nominal com pessoal do Poder Executivo deve cair de 6,1% (2023-2026) para 4,2% em 2027.
Nos três anos do mandato de Lula, as contas públicas não encerraram no azul, considerando despesas exceptionalizadas. Em 2023 houve déficit de 228,5 bilhões de reais; em 2024, 42,9 bilhões; em 2025, 61,7 bilhões de reais.
Dívida pública e projeções
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 2,95 trilhões de reais, elevando a relação dívida/PIB de 71,7% para 79,2%. A Dívida Pública Federal (DPF) subiu de 5,95 trilhões para 8,84 trilhões de reais no período.
O FMI projeta alta da dívida para 96,5% do PIB em 2026 e 106,5% em 2031. O governo estima trajetória de queda a partir de 2030, para 83,4% do PIB em 2036, ainda acima do nível atual.
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