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Mercado clandestino de cigarros avança e drena bilhões, aponta relatório

Relatório aponta 41,8 bilhões de cigarros ilícitos em 2025, drenando 13,3 bilhões de dólares em arrecadação; Brasil lidera o consumo ilegal entre onze países

Mais de um terço dos cigarros consumidos no Brasil em 2025 foram de origem ilícita
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  • Em 2025, foram consumidos no Brasil 41,8 bilhões de cigarros ilícitos, correspondendo a 35,6% do mercado nacional.
  • O Paraguai segue sendo a principal origem, respondendo por cerca de 80% do volume ilegal (aproximadamente 33,26 bilhões de unidades) e dominando marcas no segmento.
  • Houve fabricação clandestina de cigarros dentro do Brasil, com falsificações de marcas paraguaias detectadas pelas autoridades.
  • A evasão fiscal estimada, referente a IPI e ICMS que deixariam de arrecadar, atingiu 13,3 bilhões de dólares em 2025, alta de 171% ante o ano anterior.
  • O Brasil responde por 54% do consumo ilegal identificado entre onze países analisados; embora tenha o maior volume, outras nações apresentam índices de ilegalidade mais altos em relação à população local.

O mercado de cigarros ilícitos no Brasil segue avançando, segundo um relatório da KPMG. Em 2025, o país consumiu 41,8 bilhões de unidades ilegais, o que corresponde a 35,6% de todo o consumo de cigarros. O volume representa uma queda gradual em relação a 2021, quando a participação atingiu 47,8%, mas o impacto fiscal aumentou significativamente.

A evasão de impostos, calculada com base no que seria arrecadado com IPI e ICMS se os produtos fossem legais, chegou a 13,3 bilhões de dólares em 2025. O valor é 171% superior ao registrado no ano anterior, impulsionado pela elevação de preços e pela incidência tributária no setor.

O Brasil responde sozinho por 54% do consumo de cigarros ilícitos entre 11 países analisados no estudo, que inclui Argentina, Canadá, Chile, Colômbia e México. Mesmo com o maior volume, outros países apresentam índices de ilegalidade mais altos em relação à população de cada nação.

Origem do contrabando e conexão com o crime organizado

O Paraguai continua sendo a principal origem dos cigarros ilícitos que entram no Brasil, respondendo por cerca de 80% do volume ilegal, aproximadamente 33,26 bilhões de unidades. Marcas paraguaias dominam as preferências dos consumidores nesse segmento.

Além da entrada de produtos estrangeiros, autoridades identificaram fábricas clandestinas no território brasileiro que produzem falsificações de marcas paraguaias. O comércio ilegal está, segundo o estudo, fortemente ligado a redes de crime organizado.

Relatórios de fiscalização apontam que os lucros do contrabando de tabaco financiam outros modelos de atividades criminosas regionais, utilizando rotas transfronteiriças já estabelecidas e infraestruturas de zonas de livre comércio.

Aumento do IPI e impactos no mercado

Os dados corroboram preocupações da indústria do fumo, expressas após o anúncio do aumento do IPI e do preço mínimo do cigarro. A Abifumo afirmou que a medida pode estimular o consumo no mercado clandestino e fortalecer organizações criminosas.

O estudo da KPMG indica que a rentabilidade da atividade ilícita mantém o abastecimento estável, demonstrando que o problema é estrutural e não apenas uma variação de curto prazo. A Abifumo defende que ajustes fiscais devem vir acompanhados de ações rigorosas contra redes criminosas ligadas a logística e zonas de livre comércio.

A repórter viajou a convite da Philip Morris International.

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