- Preços de importados dos EUA subiram 0,8% em março, após revisão para baixo de 0,9% em fevereiro.
- No acumulado de doze meses até março, alta de 2,1%, maior desde dezembro de 2024.
- Preços de combustíveis importados cresceram 2,9% no mês, impulsionados pela valorização do petróleo após o conflito no Oriente Médio.
- Preços de alimentos importados subiram 0,5%; excluindo alimentos e energia, avanço de 0,6%.
- Houve elevações nos preços de bens de capital importados e de bens de consumo, sem destaque para automóveis.
Os preços importados dos EUA subiram menos do que o esperado em março, segundo o Departamento do Trabalho. O aumento mensal ficou em 0,8%, após revisão para baixo de 0,9% em fevereiro. A leitura exclui tarifas.
Economistas consultados pela Reuters previam alta de 2,0% nos preços de importados, após o avanço revisado de fevereiro de 1,3%. O dado de março aponta desaceleração em relação à projeção, mas mantém a tendência de aquecimento de importações.
No acumulado de 12 meses, as importações dos EUA subiram 2,1%, o maior ritmo desde dezembro de 2024. A elevação reflete pressões inflacionárias importadas, em meio a fatores externos como o conflito no Oriente Médio que impacta petróleo e other commodities.
Impactos por categoria
Os preços dos combustíveis importados avançaram 2,9% em março, ante 2,4% em fevereiro, acompanhando a alta do petróleo desde o fim de fevereiro devido a tensões geopolíticas. A energia continua impulsionando o nível geral dos preços no atacado.
Houve alta de 0,5% nos preços de alimentos importados. Excluindo alimentos e energia, o índice de importados subiu 0,6% em março, frente a 0,9% em fevereiro, sinalizando moderada pressão subjacente.
Bens de capital e bens de consumo mostraram aumentos sólidos, com destaque para itens de maior valor agregado. As leituras reforçam o cenário de aquecimento gradual nas importações, mesmo com o ritmo mensal abaixo das expectativas.
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