- A Publicis Groupe registrou receita líquida de 3,460 bilhões de euros no 1º trimestre de 2026, queda de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025.
- A receita orgânica foi de 4,191 bilhões de euros, alta de 0,72% frente ao 1º trimestre de 2025.
- A América Latina foi a região que mais cresceu, com receita de 99 milhões de euros, alta de 17,85%.
- A dívida líquida atingiu 1,156 bilhão de euros em março, ante 548 milhões em dezembro de 2025, explicada pela sazonalidade da atividade.
- A empresa manteve a meta de crescimento de receita entre 4% e 5% para 2026 e citou aquisições da AdgeAI e da 160over90 como precedentes de expansão.
A Publicis Groupe registrou lucro líquido de 3,46 bilhões de euros no 1º trimestre de 2026, queda de 2,1% ante 3,535 bilhões no mesmo período de 2025. Os números foram divulgados na terça-feira, 14 de abril de 2026, em meio a um desempenho que manteve o crescimento orgânico, mas foi pressionado pela valorização de moedas.
A empresa informou que o EBITDA não foi divulgado, mas destacou que a receita líquida prevista para o trimestre seria de 4,5% de crescimento, valor que foi impactado pela valorização do euro frente ao dólar e à libra, que tirou cerca de 268 milhões de euros do montante. A receita orgânica ficou em 4,191 bilhões de euros, alta de 0,72% frente ao 1º tri de 2025.
Desempenho por região
A América Latina foi o destaque, com receita líquida de 99 milhões de euros, avanço de 17,85% ante o 1º tri de 2025. O lucro na região também apresentou crescimento. Na Europa, a receita chegou a 837 milhões de euros, crescimento de 1,20% ante o mesmo período do ano anterior.
Na América do Norte houve retração de 4,02%, com a receita caindo de 2,235 bilhões para 2,145 bilhões de euros. O Oriente Médio e a África recuaram 9,70%, de 103 milhões para 93 milhões de euros. A região Ásia-Pacífico manteve-se estável em 286 milhões de euros.
Endividamento e perspectivas
A dívida líquida da Publicis subiu de 548 milhões de euros em 31 de dezembro de 2025 para 1,156 bilhão em março de 2026, explicado pela diretoria como sazonalidade da atividade. A média de dívida dos últimos 12 meses ficou em 1,035 bilhão de euros, frente a 672 milhões no período anterior.
O CEO Arthur Sadoun afirmou que o início de 2026 foi muito forte, mesmo com o ambiente macroeconômico instável. Ele destacou mudanças significativas no setor ao longo de 12 meses e manteve a expectativa de desempenho superior nos próximos anos. A compra da AdgeAI e da 160over90, anunciadas em 2026, foi citada como sinal de expansão.
Perspectivas e metas
A empresa manteve a meta de crescimento da receita líquida entre 4% e 5% para 2026. A diretoria afirmou que a estratégia de expansão passa pela incorporação de novas plataformas e pela atuação em mercados com maior demanda por serviços de comunicação e marketing.
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