- 47% das PMEs classificam a pressão de custos como alta ou muito alta nos últimos 12 meses; 23% não viram aumento relevante.
- A Selic está em 14,75% após o corte do Copom em março, primeira redução desde maio de dois mil e vinte e quatro.
- Mesmo com expectativas de novos cortes, o patamar elevado aumenta as barreiras para crédito e encarece o capital de giro.
- 49% das empresas relatam queda na lucratividade, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial.
- Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem por repasse de preços, indicando dificuldade de repassar custos ao consumidor.
Em meio a juros em dois dígitos há mais de quatro anos, 47% das PMEs brasileiras dizem observar pressão de custos alta ou muito alta nos últimos 12 meses, aponta levantamento da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira (15). O estudo também mostra que 23% das empresas não identificaram aumento relevante nesse período.
A pesquisa reforça que o cenário de crédito está mais duro, com a Selic em 14,75% após o corte do Copom em março, a primeira redução desde maio de 2024. Mesmo assim, o patamar ainda elevado eleva as barreiras para acesso a capital de giro e pressiona a margem de manobra financeira das empresas.
Impacto nas margens: o estudo indica que 49% das PMEs relatam queda na lucratividade, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial. Apenas 14,7% conseguiram ampliar a margem por repasse de preços, sinal de dificuldade para transferir custos aos consumidores.
Segundo Cleber Genero, vice-presidente da Serasa Experian para PMEs, o cenário mantém a dificuldade estrutural enfrentada pelos pequenos negócios. Ele afirma que a alta de custos dificulta absorção por parte das empresas, sobretudo as de menor porte, que possuem menor escala para repassar aumentos. A pesquisa evidencia compressão de margens causada pela combinação de custos elevados e capacidade limitada de reajuste de preços.
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