- Empresas afetadas por tarifas dos EUA e pela guerra no Oriente Médio poderão buscar crédito público em duas semanas; pedidos podem ser formalizados em até trinta dias.
- O programa, parte do Plano Brasil Soberano, teve regulamentação por portaria que liberou R$ 15 bilhões para o conjunto de ações.
- Os recursos atendem a três frentes: setores atingidos pelas tarifas da seção 232 dos EUA, setores estratégicos com déficit na balança comercial e exportações para o Golfo Pérsico.
- Entre os setores mais impactados estão aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças; empresas devem comprovar que o impacto externo representa pelo menos 5% do faturamento bruto.
- Condições de financiamento variam conforme o porte e o tipo de operação, com taxas diferentes para crédito direto pelo BNDES e para operações via bancos parceiros, além de prazos de carência de um ano e prazo de até vinte anos para quitação.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (16) que empresas afetadas por tarifas dos EUA e pela guerra no Oriente Médio poderão solicitar crédito público em até duas semanas, com pedidos formais em até 30 dias. O anúncio integra o Plano Brasil Soberano, regulamentado por portaria que liberou R$ 15 bilhões para o programa.
A medida destina recursos a três frentes: empresas impactadas por tarifas da seção 232 dos EUA, setores estratégicos com déficit na balança comercial e exportações para o Golfo Pérsico. O objetivo é mitigar efeitos externos sobre a economia brasileira.
Entre os setores mais atingidos pelas tarifas norte-americanas estão aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças. O pacote também contempla têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, TI, eletrônicos, máquinas e minerais críticos.
Podem solicitar crédito exportadores diretos e empresas da cadeia produtiva. O requisito é comprovar que o impacto externo representa pelo menos 5% do faturamento bruto. O recorte de apuração varia conforme o destino do crédito.
Para exportações e fornecimentos afetados pelos EUA, o período de apuração vai de julho de 2024 a julho de 2025. Já para operações com o Golfo Pérsico, vale o ano de 2025. PTB: consulta de dados fica a cargo das instituições.
Quem pode acessar
As condições de financiamento variam conforme o porte da empresa e o tipo de operação. No crédito direto pelo BNDES, as taxas vão de 0,94% a 1,28% ao mês, conforme o caso. Carências costumam ser de um ano, com prazos de até cinco anos.
Financiamento por bancos parceiros
Quem optar por bancos parceiros terá custos mais altos, com taxas entre 1,06% e 1,41% ao mês. Prazos e carências seguem regras semelhantes ao crédito direto, mas com variações conforme a operação e o intermediate.
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