- A alta recente do petróleo pode reduzir o déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026, segundo a IFI (Instituição Fiscal Independente).
- Sem choque de preços, a IFI projeta déficit de 0,7% do PIB em 2026; com o Brent em torno de US$ 97, a redução fica próxima de 0,1%.
- Em 2027, o déficit projetado é de 1,2% do PIB sem choque; com o Brent em US$ 108, o rombo cairia para cerca de 0,6% do PIB.
- Os ganhos fiscais advêm de impostos, royalties e participações no petróleo, além da inflação que aumenta a base tributária.
- A IFI aponta que os resultados ainda são preliminares e podem variar conforme o comportamento do preço do barril e da inflação global; medidas como subsídios já existentes podem afetar os impactos.
O relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta que a alta do petróleo pode reduzir o déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (16) e analisa os efeitos de um barril Brent próximo de US$ 97 até o fim do ano.
Segundo a IFI, a valorização do petróleo melhora o resultado primário por meio de arrecadação maior em impostos, royalties e participações do Estado nas empresas do setor. Ainda assim, o país manteria déficit em 2026 e 2027.
Caso não haja choque de preços, a projeção indica déficit de 0,7% do PIB em 2026. Com o barril a US$ 97, a queda é de aproximadamente 0,6 ponto percentual, levando o déficit a cerca de 0,1%.
Para 2027, sem choque, o déficit primário é estimado em 1,2% do PIB. Com o Brent em torno de US$ 108, o rombo chegaria a 0,6% do PIB, segundo o estudo preliminar da IFI.
O efeito fiscal ocorre tanto pela via direta, com maior arrecadação de impostos e royalties, quanto pela via indireta, pela inflação que amplia a base tributária.
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