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Banco Master: motivo da prisão do ex-presidente do BRB

Prisão de ex-presidente do BRB ocorre na fase atual da Operação Compliance Zero, que apura lavagem de dinheiro e possível organização criminosa

Mendonça disse na decisão que os investigados integram verdadeira organização criminosa
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  • O ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal em Brasília, a pedido do STF.
  • A prisão ocorreu durante a nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos.
  • A PF apontou que Costa recebeu ao menos seis imóveis do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, avaliados em mais de R$ 140 milhões, com imóveis em Brasília e em São Paulo.
  • Também foi preso o advogado Daniel Monteiro, que representou o Banco Master em negociações; foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
  • O ministro André Mendonça ressaltou que há indícios de organização criminosa com atuação para dilapidar o Sistema Financeiro Nacional e ocultar a origem ilícita dos ativos.

Na manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em Brasília. A ordem partiu do ministro André Mendonça, do STF, durante a mais recente etapa da Operação Compliance Zero, que investiga lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos.

A operação também prendeu o advogado Daniel Monteiro, que atuava como representante do Banco Master em negociações. Além disso, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A PF aponta relação entre os investigados e um esquema estruturado para ocultar desvios financeiros.

Contexto da investigação

Segundo a decisão de Mendonça, há indícios de que os investigados integram uma organização criminosa com o objetivo de dilapidar o Sistema Financeiro Nacional. A autoridade aponta riscos de influência sobre pessoas e a necessidade de manter a ordem econômica, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.

Conforme o ministro, diálogos obtidos a partir de celulares indicam que, desde o início das operações, já havia inconsistências relevantes nas carteiras ofertadas. Mesmo assim, as aquisições teriam sido aceleradas com flexibilizações e pressão por liquidação rápida, segundo a decisão.

Pontos levantados pela decisão

Mendonça afirma que as ações conferem gravidade às condutas, dadas a magnitude da lesão causada e a utilização de diferentes tipologias de lavagem para ocultar a origem ilícita dos ativos. A decisão sustenta que a pronta segregação de riscos não seria suficiente sem a prisão preventiva.

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