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BC adotará medidas para retirar entidades que não cumprem seu propósito

Banco Central liquida extrajudicialmente a Creditag e afirma que adotará medidas para retirar do sistema cooperativas que não cumprirem seu propósito

O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino — Foto: Foto: Raphael Ribeiro/BC
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  • O Banco Central confirmou a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros – Creditag, nesta quinta-feira, por grave comprometimento econômico-financeiro.
  • O diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, afirmou que o BC é parceiro do cooperativismo, mas adotará medidas necessárias para retirar entidades que não cumprem seu propósito.
  • A liquidação ocorreu durante seminário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em parceria com o BC, em Brasília, visto como emblemático.
  • O BC informou que, no fim de 2025, a Creditag detinha aproximadamente 0,0000226% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional.
  • Aquino destacou a necessidade de educação e de ampliar o modelo de supervisão e autorregulação do cooperativismo, com perspectivas de mudanças normativas para outros segmentos.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros Creditag nesta quinta-feira. A medida ocorre por grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição.

O anúncio foi feito pelo diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Ele ressaltou que o regulador é parceiro do cooperativismo, mas adotará medidas para retirar do sistema entidades que não cumpram seu propósito.

Aideno Aquino participou de um seminário promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em parceria com o BC, realizado na sede da autoridade monetária em Brasília. O diretor comentou que a liquidação foi uma resposta a irregularidades identificadas.

Segundo o BC, a Creditag apresentava condições que justificavam a intervenção, diante de um grave desemprego financeiro na instituição. Em seu relatório, o BC informou que a cooperativa respondia por cerca de 0,0000226% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional ao fim de 2025.

O dirigente apontou que há um modelo vitorioso de supervisão auxiliar e autorregulação no cooperativismo, que deveria servir de referência para outros setores. Ele afirmou que o BC buscará avanços normativos com base nesse exemplo de governança.

Aquino destacou ainda a necessidade de educação regulatória e de eliminar práticas que possam tornar cooperativas instrumentos de atividades ilegais. A direção do BC reiterou que não compactua com operações que comprometam o propósito do sistema.

A reportagem apurou que a Liquidar Creditag envolve critérios e procedimentos previstos pela normativa vigente, com acompanhamento de órgãos reguladores. O BC não informou novas medidas para outras cooperativas no momento.

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