- O IBC-Br avançou 0,6% em fevereiro, acima do esperado.
- É o quinto mês seguido de expansão, com a indústria contribuindo para o desempenho.
- Na comparação anual, o indicador caiu 0,27% em fevereiro ante fevereiro de 2025, pior do que a projeção de -0,05%.
- A queda anual é atribuída a fatores como menos dias úteis e à atuação da política monetária do Banco Central.
- O mercado mantém a expectativa de possibilidade de cortes de juros no futuro, desde que a inflação permaneça sob controle e a economia desacelere gradualmente.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) foi 0,6% em fevereiro, acima do esperado. O resultado reforça a percepção de que a economia brasileira ainda mostra força, mesmo com juros elevados. A leitura aponta resiliência da atividade econômica.
Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, destacou que o indicador acumula cinco meses de expansão e que a indústria teve papel relevante no desempenho. Segundo ele, o avanço de fevereiro sinaliza dinamismo persistente.
Apesar da alta mensal, o dado anual apresentou desaceleração maior do que o previsto. Em fevereiro, o IBC-Br caiu 0,27% frente a igual mês de 2025, ante expectativa de retração de 0,05%.
Fatores que explicam o recuo anual
Parte da diferença é atribuída a fatores de calendário, como menos dias úteis no período. Spyer também ressaltou que a política monetária do Banco Central começa a impactar a economia.
Ele afirmou que a atividade continua sólida, mas sem pressões inflacionárias excessivas, mantendo o mercado dividido sobre os próximos passos da política.
Perspectivas para a política monetária
Para o mercado financeiro, o cenário mantém a discussão sobre possível corte de juros nos próximos meses, desde que a inflação permaneça sob controle e a economia desacelere de forma gradual.
Análise setorial e implicações
O desempenho do IBC-Br aponta contribuição significativa da indústria. Especialistas avaliam que o dinamismo observado pode influenciar decisões de política econômica e de investimento, com foco na manutenção do equilíbrio entre crescimento e inflação.
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