- O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros Creditag.
- A instituição, de pequeno porte, chegou a ficar suspensa do Pix em julho do ano passado no contexto de um ataque cibernético contra a C&M Software.
- Em dezembro de dois mil e vinte e cinco, a Creditag detinha aproximadamente zero vírgula zero zero zero zero zero dois dois seis por cento do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional.
- A autoridade monetária afirmou que a liquidação foi motivada pelo grave comprometimento da situação econômico-financeira da cooperativa e por risco anormal aos credores quirografários.
- Estão indisponíveis os bens dos ex-administradores da cooperativa, conforme determina a lei, e o BC informou que continuará apurando responsabilidades e pode abrir medidas administrativas e encaminhar denúncias às autoridades competentes.
O Banco Central do Brasil liquidou extrajudicialmente a Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros Creditag. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 16, e afeta uma instituição de pequeno porte enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial. A medida decorre de grave comprometimento econômico-financeiro que expôs credores a risco anormal.
Segundo o BC, a Creditag chegou a sofrer suspensão do Pix em julho do ano passado, durante o ataque cibernético contra a C&M Software. Na época, o próprio BC bloqueou cautelarmente instituições que poderiam receber recursos do ataque ou apresentaram falhas em identificação de movimentação atípica.
A autarquia informou que, em dezembro de 2025, a Creditag possuía aproximadamente 0,0000226% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional. A liquidação busca assegurar a proteção do sistema diante do desequilíbrio financeiro da cooperativa.
Medidas do BC e próximos desdobramentos
O BC ressaltou que a liquidação contempla a indisponibilidade de bens dos ex-administradores da Creditag, conforme previsão legal. A autoridade também indicou que vai apurar responsabilidades e pode aplicar sanções administrativas, além de comunicar as autoridades competentes, conforme o que for cabível.
A nota oficial reforça que o Banco Central continuará acompanhando o caso com a adoção de medidas cabíveis. O objetivo é manter a estabilidade do SFN e reduzir impactos aos credores que eventualmente estejam envolvidos.
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