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Brasil enfrenta choques externos, diz Durigan sobre guerra

Brasil reage a choques externos com economia robusta e compromisso fiscal, diante da guerra no Oriente Médio que pode manter inflação e preços de energia e alimentos elevados

Na imagem, Dario Durigan, ministro da Fazenda
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  • Durigan reuniu-se com representantes do Fundo Monetário Internacional em 16 de abril de 2026 e alertou para riscos da escalada do conflito no Oriente Médio à economia global.
  • O ministro destacou que a guerra pode afetar a oferta e a demanda, pressionar a inflação e as condições financeiras, mas o Brasil tem economia robusta para enfrentar choques externos.
  • Em parecer ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional, ele mencionou que o conflito pode manter os preços de energia e alimentos elevados, atingindo principalmente países pobres.
  • O ministro ressaltou a resiliência brasileira, com matriz energética limpa e superávit comercial de petróleo e derivados de US$ 32 bilhões em 2023, ajudando o país a manter a inflação sob controle e espaço para flexibilidade do Banco Central.
  • No âmbito fiscal, Durigan contestou projeções do FMI de dívida pública em 100% do PIB para 2027, reafirmou metas de superávit primário de 0,25% em 2026 e 0,50% em 2027, e informou que a meta até 2030 busca a consolidação fiscal; a viagem segue para a Espanha e Alemanha, após passagem por Washington.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com representantes do FMI nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em Washington. O encontro ocorreu durante as reuniões de primavera do FMI e tratou dos riscos que o conflito no Oriente Médio pode impor à economia global. Durigan destacou a robustez da economia brasileira e reiterou o compromisso com o ajuste fiscal.

A autoridade brasileira informou ao IMFC que o confronto entre Israel e Irã pode afetar a oferta e a demanda globais, elevando a inflação e pressionando as condições financeiras. O comunicado aponta que disrupções no mercado de energia devem atingir países de baixa renda e dependentes de importação.

Impacto nos preços de alimentos e energia

Durigan destacou que a crise geopolítica ocorre em um momento de fragilidade na economia global, com possíveis elevações contínuas nos preços de energia e alimentos. Segundo o ministro, esse cenário exige cooperação multilateral e pode trazer riscos adicionais, como uma eventual crise de refugiados.

Cenário para o Brasil

Mesmo diante do cenário externo, Durigan afirmou que o Brasil mantém uma posição robusta para enfrentar choques externos. A meta inclui a continuidade do saldo comercial positivo, especialmente com petróleo e derivados, e o controle da inflação para manter estabilidade financeira.

No campo fiscal, o ministro contestou projeções do FMI que apontam dívida pública em 100% do PIB em 2027. Durigan disse que o ajuste gradual das contas é compatível com o crescimento e citou metas de superávit primário de 0,25% para 2026 e 0,50% para 2027 como essenciais.

Agenda de Durigan

A passagem por Washington chega ao fim nesta semana. No sábado, 18 de abril, ele segue para a Europa para integrar a comitiva do presidente Lula em visitas oficiais à Espanha e à Alemanha, conforme agenda oficial do governo.

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