- Bruno Ferrari renunciou aos cargos de membro e vice‑presidente do conselho da Oncoclínicas; substituições previstas até a Assembleia Geral Extraordinária de 30 de abril, com Mateus Affonso Bandeira ( Mak Capital) e Carlos Gil Ferreira assumindo interinamente.
- A renúncia acontece no âmbito de uma linha de crédito entre Mak Capital e Lumina Capital, no valor entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, para a companhia e a OncoProd.
- O montante deverá financiar a aquisição de medicamentos e manter a geração de receitas, com garantia fiduciária de recebíveis de contratos com operadoras de planos de saúde, hospitais e seguradoras.
- A operação depende de documentos definitivos e de anuências das partes envolvidas, além da definição do montante exato de recebíveis a serem cedidos.
- Em meio a reestruturação, Porto e Fleury encerraram negociações para comprar fatia da Oncoclínicas, e a Mak Capital sugeriu a destituição do conselho com eleição de dois membros.
A Oncoclínicas informou na manhã desta quinta-feira, 16 de abril, que Bruno Ferrari pediu renúncia dos cargos de membro e vice-presidente do conselho de administração. A decisão faz parte das condições para a concessão de uma linha de crédito entre Mak Capital e Lumina Capital.
Segundo a empresa, as renúncias ocorrem em meio ao processo de reestruturação e à expectativa de aprovação da linha de crédito entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, sujeita a garantias e documentos definitivos. Ferrari é fundador e ex-CEO do grupo.
Até a Assembleia Geral Extraordinária de 30 de abril, as vagas ficarão ocupadas interinamente. Mateus Affonso Bandeira, indicado pela Mak Capital, assume a vaga de Ferrari, enquanto Carlos Gil Ferreira substitui o ex-CEO no comando do grupo.
A Mak Capital detém 6,3% da Oncoclínicas e integra a linha de crédito com Lumina Capital, para apoiar a aquisição de medicamentos pela OncoProd. O objetivo é manter a geração de receitas e a continuidade da cadeia de fornecimento.
A operação envolve a constituição de garantia fiduciária sobre recebíveis de contratos com operadoras, hospitais e seguradoras. A aprovação depende de documentos finais e de condições específicas.
Ainda segundo a Oncoclínicas, o montante dependerá dos recebíveis cedidos e das anuências das parceiras para vinculação. A empresa observa que a medida exige ajustes e aprovações regulatórias.
Entre as etapas, destacam-se a definição do montante de recebíveis e a anuência de operadoras de saúde, hospitais e seguradoras. A empresa também busca manter a liquidez para operações da rede credenciada.
No entanto, dois dias antes, a companhia havia solicitado tutela cautelar para evitar vencimento antecipado de dívidas. A ação foi apresentada na terceira vara de São Paulo, conforme o grupo informou.
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