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Canva prevê IPO em 2027 e rejeita roteiro do Vale do Silício

Canva mira IPO para 2027 após transformação com IA, visando plataforma integrada que reúne criação, distribuição e mensuração

IPO: Canva deve abrir capital em 2027 (Imagem gerada por IA/Montagem/Exame)
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  • Canva projeta abrir capital em 2027, adiantando que o IPO não acontecerá em 2026 e mantendo foco na expansão via IA.
  • A plataforma está sendo reconstruída ao redor de inteligência artificial, com um modelo de design proprietário desenvolvido nos bastidores.
  • A empresa já realizou uma rodada secundária de US$ 1,5 bilhão, contratou Kelly Steckelberg como diretora financeira e transferiu o domicílio da holding para os Estados Unidos.
  • Em 2025, a receita annualizada soma US$ 6,3 bilhões, o valuation chega a US$ 66 bilhões e Canva atende 95% das empresas da Fortune 500, com 31 milhões de usuários pagantes.
  • A aposta é oferecer uma plataforma que governa criação, distribuição e mensuração, incluindo o projeto Liberation para ampliar o uso da IA; o IPO depende de resultados e liquidez.

Em novembro de 2025, a Blackbird Ventures informou aos seus sócios que o Canva estava pronto para abrir capital no segundo semestre de 2026. O mercado tratou a expectativa como confirmação, mesmo sem confirmação oficial.

A notícia ganhou contornos ao reunir sinais de IPO: contratação de Kelly Steckelberg, ex- CFO do Zoom, transferência da holding para os EUA e uma rodada secundária de US$ 1,5 bilhão. O cenário financeiro, porém, mudou com a aversão a riscos em ativos de tecnologia.

O diagnóstico inicial apontava para 2027, diante da queda do índice S&P North American Technology Software e de instabilidade geopolítica. Cliff Obrecht, cofundador e COO, disse à EXAME que o IPO continua nos planos, mas depende da avaliação de momento e liquidez para grandes investidores.

A reinvenção no off

A plataforma foi inteiramente reconfigurada para operar com IA, com o centro em um modelo de design proprietário que ficou dois anos em desenvolvimento, liderado por Cameron Adams, Chief Product Officer. Sem esse modelo, a transformação não ocorreria, afirma Obrecht.

O Canva pretende gerar designs completos, editáveis e prontos para uso, diferente de ferramentas que apenas criam imagens a partir de prompts. A proposta é democratizar o uso da IA, mantendo a eficiência necessária para escala com milhões de usuários.

Para sustentar sua base, a empresa realizou a aquisição da Leonardo AI em 2024 e expandiu a equipe de pesquisa de 25 para mais de 120 profissionais. O objetivo é manter custos baixos para atender aos cerca de 200 milhões de usuários gratuitos.

Mais de 27 bilhões de utilizações já foram registradas nos produtos de IA da plataforma. O Canva figura entre os três apps de IA mais usados no mundo, atrás apenas de ChatGPT e Gemini.

O IPO nos termos do Canva

O plano de abertura de capital foca na execução, com a decisão de buscar valuation em estágios de menor ou maior agressividade conforme o cenário de mercado. A prioridade é sustentar crescimento de receita acompanhado de valorização de mercado.

Em 2025, a empresa reportou receita anualizada de US$ 6,3 bilhões, com crescimento superior a 40% no ano, além de um valuation de US$ 66 bilhões e oito anos consecutivos de lucratividade. A rodada de US$ 1,5 bilhão proporcionou liquidez parcial antes da listagem.

O objetivo do Canva é consolidar a transição para IA enquanto avança com a lucratividade e a expansão de usuários pagantes, mantendo o foco na execução de sua estratégia de IA como motor principal de crescimento.

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