- Durigan reforçou o compromisso do Brasil com a responsabilidade fiscal e a estabilidade de preços, em declaração ao IMFC, durante as reuniões do Fundo Monetário Internacional.
- O FMI indicou que a dívida pública pode chegar a 100% do PIB já no primeiro ano do próximo governo.
- O ministro destacou o ajuste fiscal gradual implementado nos últimos anos, com medidas de receita e racionalização das despesas.
- O governo busca usar a política fiscal de forma responsável como instrumento de apoio ao crescimento, à estabilidade macroeconômica e à justiça social.
- Durigan alertou para os impactos da guerra no Oriente Médio, que podem afetar os preços de energia, cadeias de suprimentos, inflação e condições financeiras, além de riscos de crise de refugiados.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou o compromisso do Brasil com a responsabilidade fiscal e afirmou que o país tem um crescimento sustentável e inclusivo. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (16), durante reunião do IMFC, no âmbito das atividades do FMI.
Durigan destacou que os resultados fiscais dos últimos três anos e as projeções para 2026 refletem a determinação de promover uma consolidação fiscal compatível com o crescimento. O governo busca utilizar a política fiscal como instrumento de apoio à expansão econômica e à estabilidade macroeconômica.
O ministro ressaltou o ajuste fiscal gradual implementado nos últimos anos, com medidas de alta qualidade na arrecadação e revisões de gastos. Segundo ele, o objetivo é manter responsabilidade fiscal sem prejudicar o crescimento e a justiça social.
O FMI havia apontado a possibilidade de a dívida bruta brasileira chegar a 100% do PIB já no primeiro ano do próximo governo. Durigan comentou que as iniciativas do governo envolvem equilíbrio entre receita e controle de despesas para sustentar a trajetória fiscal.
A fala também destacou o uso responsável da política fiscal como instrumento de apoio ao crescimento, à estabilidade macroeconômica e à promoção da justiça social. O ministro reiterou o compromisso com metas fiscais e com a estabilidade de preços.
Efeitos da guerra no Oriente Médio
Durigan alertou para o impacto da guerra na economia global, com riscos agravados se o conflito se prolongar ou se expandir. Disrupturas nos mercados de energia podem persistir e afetar cadeias de suprimentos, fertilizantes e alimentos, pressionando a inflação.
Ele mencionou ainda a possibilidade de crise de refugiados, com efeitos desestabilizadores em diversas regiões, caso o cenário se agrave.
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