Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Economia da China cresce mais rápido que o esperado, apesar de guerra com o Irã

Economia chinesa cresce 5% no primeiro trimestre, superando expectativa, enquanto guerra no Oriente Médio eleva preços e testa demanda externa

Getty Images A woman stacks rolls of bright green fishing nets on a production line at factory
0:00
Carregando...
0:00
  • O PIB da China cresceu 5,0% no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano anterior, acima da previsão de cerca de 4,8%.
  • A recuperação foi puxada pela indústria, com carros e outros bens de exportação como destaque, enquanto o investimento imobiliário segue fraco.
  • O governo havia reduzido a meta de crescimento anual para 4,5%-5%, a menor desde 1991.
  • Ainda não há clareza total sobre o efeito da guerra no Oriente Médio; o desempenho do próximo trimestre pode ficar mais fraco devido a interrupções comerciais.
  • Em março, as exportações cresceram 2,5% frente a março do ano anterior, enquanto as importações subiram quase 28%, resultando em um superávit comercial de pouco mais de US$ 50 bilhões.

China registra crescimento do PIB acima do esperado no primeiro trimestre, apesar da guerra no Oriente Médio. A variação anual reach 5%, ante 4,8% projetado por analistas. A divulgação oficial ocorreu em meio a interrupções globais de energia provocadas pelo conflito entre EUA, Israel e Irã.

O destaque fica com o desempenho da manufatura, que puxou a recuperação, enquanto o investimento em propriedades continua fraco. Carros e outras exportações aparecem como pontos positivos na leitura, segundo especialistas ouvidos. O resultado coincide com a redução da meta de crescimento anual de Beijing para 4,5% a 5%.

A temporada de números oficiais também traz informações sobre comércio exterior. Em março, as exportações cresceram apenas 2,5% na comparação anual, ritmo mais lento, após forte impulso nos dois primeiros meses do ano. Importações avançaram quase 28% no mês, segundo a alfândega.

Essa combinação elevou o superávit comercial mensal para pouco mais de 50 bilhões de dólares, o menor em mais de um ano. A alta nas importações é atribuída ao aumento de custos globais derivados do conflito no estreito de Hormuz, segundo analistas.

A China divulgou, em março, novos objetivos no âmbito do seu novo plano quinocenal, com foco em inovação, indústria de alta tecnologia e estímulo ao consumo interno. O governo também tem feito movimentos para enfrentar o desaquecimento da demanda interna e a crise no setor imobiliário.

O conflito no Oriente Médio ainda não mostrou impactos definitivos sobre as exportações chinesas, mas há previsões de efeitos negativos no segundo trimestre, caso haja maior interrupção do comércio global. Observadores apontam vulnerabilidade externa diante de tensões comerciais.

No front externo, a China permanece sujeito a tarifas dos Estados Unidos em vigor para a maior parte de seus produtos. Autoridades chinesas mantêm a prática de buscar avanços em acordos comerciais e volumes de exportação, sem previsões de alterações de política imediatas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais