- A inadimplência das famílias chegou a 5,2% em fevereiro de 2026, perto do recorde de 5,5% registrado em 2012, com foco em dívidas caras como cheque especial e rotativo do cartão de crédito.
- 80,2% dos lares têm algum tipo de dívida; 29,6% das famílias estavam inadimplentes e o tempo médio de atraso chegou a 65,1 meses.
- Entre os inadimplentes, 49,5% têm dívidas vencidas há mais de 90 dias, indicando dificuldade de regularização prolongada.
- O governo, por meio da equipe do ministro Dario Durigan, prepara um programa de renegociação de débitos a ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o feriado.
- A alta dívida atinge principalmente quem ganha menos, mas há endividamento também em faixas de renda média e alta, elevando o impacto social e potencial desgaste político.
A inadimplência dos brasileiros segue em elevação e se aproxima do recorde de 2012. Em fevereiro de 2026, o indicador atingiu 5,2%, segundo estudo da LCA, com foco na maior participação de dívidas caras, como cheque especial e rotativo do cartão.
Outro levantamento, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), aponta que 80,2% dos lares têm alguma dívida. 29,6% estavam inadimplentes, e o atraso médio chegou a 65,1 meses. Ainda, 49,5% dos inadimplentes registraram dívidas vencidas há mais de 90 dias.
Isso ajudou a motivar a atuação do governo. A equipe do ministro Dário Durigan trabalha para finalizar as regras de um programa de renegociação de débitos, que deve ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o feriado.
Contexto e impactos
A inadimplência é mais elevada entre famílias com renda de um ou dois salários mínimos, mas atingiu também faixas de renda média. O cenário indica dificuldade prolongada para regularização de dívidas. A falta de resposta rápida pode gerar pressão sobre o governo e influenciar a percepção pública sobre a condução da economia.
Perspectivas políticas
O anúncio do programa de renegociação é visto como relevante para a base eleitoral de Lula. Caso o benefício não traga alívio perceptível, pode haver piora na avaliação de gestão relacionada a custo de vida, crédito e consumo, segundo analistas.
Coluna escrita por Aluizio Falcão Filho, jornalista e publisher do portal Money Report. As opiniões do colunista não refletem, necessariamente, a posição da BM&C News.
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