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Governo prepara novas medidas para mitigar efeitos da guerra

Governo prepara medidas econômicas para evitar alta de combustíveis provocada pela guerra e discute ampliar o endividamento para proteger a economia popular

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), no plenário
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  • O ministro José Guimarães disse que o governo prepara novas medidas, na esfera econômica, para evitar que a guerra no Oriente Médio eleve os preços dos combustíveis no Brasil, sem detalhar quais são.
  • As ações estão em avaliação pela Casa Civil e pela equipe econômica, com anúncio esperado nos próximos dias.
  • Guimarães reconheceu que as medidas atuais são insuficientes para conter os impactos da guerra e que é preciso cuidar do endividamento das famílias.
  • Ele afirmou que, se necessário, pode ser preciso aumentar o endividamento do país para salvar a economia popular, diante da incerteza sobre o desfecho do conflito.
  • O ministro citou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 e temas como ICMS, apostas online e a possível revogação da chamada “taxa das blusinhas” como caminhos em estudo.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, disse que o governo federal prepara novas medidas para mitigar o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis no Brasil, sem entrar em detalhes. A declaração ocorreu durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto nesta quinta-feira.

Segundo Guimarães, o tema é discutido pela Casa Civil e pela equipe econômica, e as medidas ainda não estão plenamente prontas. O objetivo é evitar que encargos tributários recaiam sobre os consumidores, mencionando que os efeitos da economia global incidem sobre diesel e gasolina e que novas ações devem ser anunciadas nos próximos dias.

O ministro avaliou que as ações já adotadas são insuficientes para conter o estrago causado pela guerra e observou a necessidade de cuidar do endividamento das famílias. Ele indicou que o tema será debatido com mais profundidade internamente.

Guimarães defendeu, ainda, um eventual aumento do endividamento público caso seja necessário para defender a economia popular, desde que haja responsabilidade fiscal. Disse que a gestão não pode repassar custos da crise à população e citou a imprevisibilidade de movimentos na conjuntura internacional.

O ministro afirmou que as ações em estudo contemplam um horizonte de cerca de dois meses e mencionou medidas já iniciadas, como o impacto do ICMS nos estados. Garantiu que o governo mantém o compromisso com equilíbrio fiscal e responsabilidade social, independentemente do cenário externo.

Sobre medidas tributárias adicionais, Guimarães citou a avaliação de tributar apostas online (bets) como parte de potenciais caminhos para reduzir o endividamento familiar. Também se posicionou favoravelmente à possível revogação da chamada taxa das blusinhas, apontando que poderia diminuir desgaste da gestão.

Além disso, o ministro comentou o conteúdo da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, apresentado recentemente, afirmando que o governo não deverá adotar atitudes irresponsáveis e manterá o viés de responsabilidade fiscal.

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