- O INSS concedeu 7,65 milhões de auxílios em 2025, o maior volume já registrado, incluindo aposentadorias, pensões, auxílio-doença, acidente, maternidade e BPC.
- Em março de 2026, havia 2,8 milhões de análises pendentes, com o recorde de 3,1 milhões em fevereiro.
- Em dezembro de 2025, 53,7% dos benefícios concedidos foram auxílios-doença, fato que mostra a concentração de pedidos nesse tipo de benefício.
- A implementação do sistema Atestmed passou a permitir início de pagamento com base apenas em documentação médica, impactando principalmente as solicitações de auxílio-doença.
- O INSS paga cerca de 41,6 milhões de benefícios por mês, e a Previdência registrou déficit de 317,2 bilhões em 2025, o maior da série histórica.
O INSS concedeu 7,65 milhões de auxílios em 2025, o maior volume já registrado. A lista de benefícios inclui aposentadorias, pensões, auxílio-doença, auxílio-acidente, maternidade e o BPC. A alta acompanha o esforço de pagamento do instituto.
Apesar do recorde, a fila por novos benefícios manteve-se elevada. Em março de 2026, eram 2,8 milhões de análises pendentes e, em fevereiro, o pico chegou a 3,1 milhões. A demanda continua crescendo, mesmo com liberações expressivas.
A maior parte dos pagamentos é mensal: 41,6 milhões, conforme dados do INSS. Deste total, 24,15 milhões correspondem a aposentadorias. O déficit da Previdência em 2025 ficou em 317,2 bilhões de reais, o maior da série histórica.
Novos sistemas e impactos
A implantação do Atestmed acelerou decisões de benefícios por incapacidade temporária, permitindo início de recebimento com base apenas em documentação médica. Em dezembro de 2025, 53,7% dos benefícios concedidos foram auxílios-doença.
A judicialização também elevou o peso dos benefícios. Em 2019, 10,5% dos auxílios tinham decisão judicial; em 2025, o índice subiu para 14,8%. No auge, chegou a 20,1% em abril de 2022, apontam análises técnicas.
Panorama financeiro
O rombo da Previdência cresce mesmo com a população envelhecendo. A arrecadação não cobre integralmente as despesas com benefícios, levando o governo a financiar o saldo deficitário. Especialistas divergem sobre medidas de melhoria, incluindo cruzamento de dados públicos e maior digitalização.
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