- O JPMorgan mantém a Sabesp como principal recomendação no setor de utilidades, com visão overweight.
- O preço-alvo subiu para R$ 200 até o fim de 2026, ante R$ 152 anteriores.
- A projeção de EBITDA foi revisada para cima em cerca de seis por cento para 2026 e 2027, acima do consensus.
- O capex, antes visto como risco, passa a ser visto como motor de valor: de cerca de US$ 1 bilhão para US$ 3 bilhões por ano, com ativos regulatórios estimados em US$ 40 bilhões até 2030.
- A tese também enfatiza o crescimento orgânico e a opcionalidade de expansão inorgânica, fortalecida pela privatização concluída em 2024 e por cenários favoráveis de juros e fluxo estrangeiro.
O JPMorgan elevou a Sabesp a principal aposta no setor de utilidades, aumentando o preço-alvo das ações para R$ 200 até o fim de 2026. A recomendação segue com visão overweight, ou seja, compra, destacando a empresa entre as melhores oportunidades da cobertura do banco.
A revisão reflete três pilares centrais: fundamentos operacionais sólidos, indicadores técnicos favoráveis e a opcionalidade de crescimento. O banco revisou para cima as projeções de EBITDA para 2026 e 2027 em cerca de 6%, superando o consenso.
Capex deixa de ser risco e vira motor de valor
Segundo o JPMorgan, o aumento do capex, antes visto como risco, passa a ser vetor de geração de valor. Após a privatização, o plano anual subiu de US$ 1 bilhão para US$ 3 bilhões, com novas surpresas no radar.
A instituição espera que a base de ativos regulatórios dobre em cinco anos, para cerca de US$ 40 bilhões até 2030, impulsionando o valuation da companhia.
Privatização e crescimento sustentam narrativa
A tese positiva está ligada ao momento pós privatização, concluída em 2024, que trouxe foco em eficiência, expansão e disciplina de capital. O relatório aponta também potencial de aquisições e crescimento inorgânico como fator adicional de valorização.
A Sabesp mantém opcionalidade relevante para aquisições, ampliando o potencial de retorno ao longo dos próximos anos, segundo o banco.
Fluxo estrangeiro e juros reforçam cenário
Do ponto de vista técnico, o banco aponta que a Sabesp deve se beneficiar da entrada de capital estrangeiro e da queda das taxas de juros. Utilities, especialmente em emergentes, costumam ganhar com esse cenário de maior apetite por risco.
Leitura do mercado
A visão do JPMorgan sinaliza uma mudança de percepção sobre a Sabesp, de incertezas regulatórias para uma plataforma de crescimento previsível. O novo preço-alvo embute melhoria operacional e reprecificação estrutural no mercado.
Em um cenário de juros em queda, a Sabesp ganha espaço como utility defensiva com potencial de crescimento significativo, conforme o parecer do banco.
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