- Cinco grupos já estudam o ativo para o leilão da Régis Bittencourt, marcado para 23 de julho na B3.
- O edital do novo contrato, que prevê R$ 7,2 bilhões em obras, foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres no dia 13.
- O ministro dos Transportes, George Santoro, diz que a disputa deve ser acirrada e que já há reuniões para avaliar até a fase final.
- A concessão está sob gestão da Arteris e passou por repactuação no Tribunal de Contas da União; o vencedor poderá operar até 2041.
- Em leilões anteriores de ativos repactuados houve críticas sobre risco moral, com participação limitada; na Fernão Dias houve concorrência e vencedora Motiva.
O Ministério dos Transportes informou que cinco grupos estudam disputar o leilão da rodovia Régis Bittencourt (SP-PR), marcado para 23 de julho na B3. O edital do novo contrato prevê investimento de 7,2 bilhões de reais em obras de ampliação e melhorias operacionais. A ANTT aprovou o edital na segunda-feira (13).
O ministro dos Transportes, George Santoro, disse à CNN que o número de interessados é considerado positivo para a disputa. Ele destacou que algumas equipes podem não chegar à etapa final, mas ressaltou o potencial de competição já existente.
A concessão, atualmente sob a gestão da Arteris, passou por repactuação no TCU para validação de entendimentos com o órgão. O novo contrato manterá a concessão até 2041, oito anos além do prazo anterior.
Perspectivas e pontos-chave
O edital prevê intervenções na Serra do Cafezal, trecho com alto índice de acidentes e necessidade de interrupções frequentes em dias de chuva. A expectativa é ampliar capacidade e melhorar a operação sob gestão de quem vencer o leilão.
O processo envolve repactuações contratuais do TCU e a necessidade de submeter ativos a leilões simplificados para confirmar acordos firmados. Nos primeiros leilões com contratos repactuados, a participação foi menor, gerando críticas sobre risco moral.
Em dezembro do ano passado ocorreu o primeiro leilão com concorrência em uma rodovia repactuada, a Fernão Dias. A Motiva, antiga CCR, venceu aquele concurso e assumiu a concessão no fim de março.
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