- Em até o primeiro trimestre de 2026, apenas 16,3% das notas fiscais de serviço estavam adequadas aos novos parâmetros da CBS e do IBS; para mercadorias, a adequação chegou a 78,5%.
- A transição ocorre em ritmo diferente entre setores; a Receita Federal adiou, por tempo indeterminado, a obrigatoriedade de preenchimento da CBS e do IBS nas notas fiscais.
- O estudo analisou 104 milhões de notas emitidas, com 60 milhões de Notas Fiscais Eletrônicas e 44,3 milhões de Notas Fiscais de Serviço eletrônicas.
- Entre empresas optantes pelo Simples ou MEIs, a adesão foi baixa: 5,6% nas notas de produtos e 0,76% nas de serviços.
- Entre os estados, Amazonas foi o que mais avançou na adaptação (aproximadamente 90,5%), seguido por Rio Grande do Norte (89,5%) e Alagoas (87,7%).
A adaptação à reforma tributária avança em ritmos diferentes pelo país. Em apenas o primeiro trimestre de 2026, 16,3% das notas fiscais de serviço estavam ajustadas aos novos parâmetros da CBS e do IBS. Já as notas de mercadorias alcançaram 78,5% de conformidade.
A pesquisa é da Qive, plataforma de Contas a Pagar, com dados compilados pela Coluna do Estadão. O estudo analisou 104 milhões de notas, com 60 milhões de NFEs e 44,3 milhões de NFSe emitidas no período.
A dianteira entre bens e serviços reflete a complexidade do processo. A CBS e o IBS foram criados na reforma aprovada pelo Congresso em dezembro e sancionada em janeiro. Eles substituem cinco tributos anteriores.
Diagnóstico do cenário
Guilherme Martins, gerente de produto da Qive, aponta que a transição no setor de serviços é mais complexa. A migração para o IBS ocorre junto com a criação de um padrão nacional para NFes, gerando inconsistências técnicas.
Erika Daguani, executiva da Qive, ressalta que o ritmo varia conforme o tipo de cadeia. Enquanto bens físicos progridem com regras consolidadas, serviços enfrentam o desafio do padrão nacional de notas e da adaptação dos contribuintes.
Panorama regional
Entre os estados, São Paulo e Minas Gerais responderam por 57% do volume analisado. O Amazonas liderou a adequação, com 90,5%, seguido por Rio Grande do Norte (89,5%) e Alagoas (87,7%).
Entre as entidades dispensadas, as empresas do Simples e os MEIs mostraram baixa adesão. A adesão total foi de 5,6% para notas de produtos e 0,76% para serviços, sem obrigatoriedade neste ano.
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