- Acionistas da Petrobras elegerão um novo conselho de administração nesta quinta-feira, dia 16.
- O governo, que detém 37% das ações, indicou oito de 11 membros do conselho.
- Minoritários apresentaram oito candidatos para até cinco vagas; cinco disputam duas cadeiras reservadas aos minoritários, incluindo Francisco Petros e Jerônimo Antunes.
- Há pressão para a empresa aumentar preços dos combustíveis, já que a guerra elevou o petróleo bruto em mais de trinta por cento.
- O governo busca reconduzir a presidente Magda Chambriard ao conselho e indicou Guilherme Mello para a presidência, com uma vaga adicional para representante dos empregados.
O que aconteceu: acionistas da Petrobras vão eleger o novo conselho de administração nesta quinta-feira (16). A votação ocorre em meio à pressão para conter a alta de preços decorrente da guerra no Irã e do efeito no petróleo.
Quem está envolvido: o governo brasileiro, com participação de 37% nas ações, indicou oito dos 11 membros. Candidatos da oposição também aparecem na disputa, com a expectativa de frear a influência do governo no comando da estatal.
Quando e onde: a eleição acontece nesta quinta, em bases corporativas da Petrobras, com foco no alinhamento estratégico para o curto e médio prazo da companhia.
Por quê: investidores pressionam para reajustes de combustível, apontando que o petróleo subiu mais de 30% devido ao conflito. O governo busca manter controle institucional, enquanto a diretoria precisa equilibrar custos, refino e estratégia de preços.
Composição e perspectivas
Minoritaristas apresentaram oito candidatos para até cinco lugares no conselho. Cinco disputam vagas reservadas aos minoritários, incluindo candidatos à reeleição. O atual acionista de peso, José João Abdalla, também busca reassume, integrando o cenário de continuidade.
O governo indicou nomes para as oito vagas disputadas com indicados de minoritários. Entre os apontados está Guilherme Mello, novo secretário-executivo do Ministério do Planejamento, que pode presidir a Petrobras, conforme a leitura institucional.
A leitura dos especialistas aponta que o conselho precisará enfrentar a pauta de autossuficiência em refino, além de manter a estabilidade de preços diante da volatilidade externa. A posição da presidência ainda depende da composição final.
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