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Quatro cortes de juros nos EUA em 2026 ficam na corda bamba para integrante Fed

Integrante do Fed revisa previsão para 2026, apontando de quatro para três a quatro cortes; inflação ainda deve convergir para a meta de 2% em cerca de um ano, mesmo com a guerra

— Foto: Aaron Schwartz/Reuters
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  • O diretor do Federal Reserve, Stephen Miran, revisa sua projeção de quatro cortes de juros em 2026, apontando a possibilidade de três a quatro cortes.
  • Mesmo com a guerra no Oriente Médio, Miran mantém a expectativa de que a inflação dos EUA convergirá para a meta de 2% em cerca de um ano.
  • Ele diz que, antes da guerra, a inflação já parecia mais “problemática”, mas as expectativas de inflação de longo prazo permanecem bem ancoradas.
  • Miran afirma que, no momento, não há motivos para acreditar que a guerra altere o cenário-base da inflação, a menos que haja alta nas expectativas acima do nível de um ano.
  • A visão dele é mais dovish que a de outros dirigentes do Fed, enfatizando depender das projeções por causa da defasagem da política monetária.

O diretor do Federal Reserve, Stephen Miran, sinalizou uma mudança em sua projeção sobre a trajetória de cortes de juros para 2026. Inicialmente, ele havia estimado quatro cortes, mas passou a considerar entre três e quatro cortes, mantendo o foco na inflação rumo à meta de 2%.

Mesmo diante da escalada de conflitos no Oriente Médio, Miran acredita que a inflação americana tende a convergir para a meta de 2% dentro de cerca de um ano. Ele ressaltou que as expectativas de inflação de longo prazo permanecem bem ancoradas e que, por ora, não há motivo para ajustar o cenário-base por causa da guerra.

O dirigente mostrou uma posição menos favorável a políticas mais agressivas do que a de muitos colegas do Fed e do mercado. Segundo ele, a defasagem da política monetária exige que as projeções sejam consideradas com cautela, pois o resultado da economia pode divergir conforme novos dados surgirem.

Para o futuro, Miran disse que, ao observar o desenvolvimento da inflação e do mercado de trabalho, há espaço para ajustes na política, porém preferiu manter o foco em um cenário que ainda encerra com a inflação na meta e o emprego em patamar que pode exigir juros em níveis próximos ao neutro.

Ele reforçou que a orientação monetária depende mais das projeções do que de dados pontuais, dada a incerteza gerada pelo conflito regional. A avaliação dele enfatiza a necessidade de acompanhar o ritmo de atuação da política monetária frente aos impactos na economia.

As declarações ocorrem em meio a debates internos no Fed sobre o grau de acomodação da política monetária nos próximos meses, com diferentes perspectivas entre os dirigentes. O tema central continua sendo como equilibrar o controle da inflação com o suporte ao crescimento econômico.

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