- As 100 maiores companhias de combustíveis fósseis lucraram mais de US$ 30 milhões por hora no primeiro mês da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, segundo The Guardian com dados da Rystad Energy.
- O preço do petróleo ficou em média US$ 100 por barril no período, elevando lucros estimados em US$ 23 bilhões; se o valor se mantiver, a estimativa é de US$ 234 bilhões até o fim do ano.
- A Comissão Europeia estuda implementar um imposto sobre lucros extraordinários da indústria de petróleo e gás, com apoio de Alemanha, Espanha, Itália, Portugal e Áustria.
- As empresas com maiores ganhos são Aramco (US$ 25,5 bilhões), Kuwait Petroleum Corp (US$ 12,1 bilhões), ExxonMobil (US$ 11 bilhões), Gazprom (US$ 10,8 bilhões), seguidas por Chevron, PetroChina, Petrobras (US$ 8 bilhões), Shell (US$ 6,8 bilhões).
- Analistas afirmam que crises globais costumam gerar lucros para grandes petrolíferas, ao mesmo tempo em que elevam o custo de vida para consumidores, defendendo transição para emissões líquidas zero.
As 100 maiores companhias de petróleo faturaram mais de US$ 30 milhões por hora no primeiro mês da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, segundo análise do Guardian com dados da Rystad Energy. O conflito elevou o petróleo a quase US$ 100 por barril, elevando lucros estimados.
Parte desse ganho ocorre em meio à escalada de preços e à volatilidade do mercado, com projeção de lucro total das petroleiras chegando a US$ 234 bilhões no ano, caso o patamar de preço se mantenha. A inflação e o custo de vida também seguem pressionados mundialmente.
Maior lucratividade e quem mais lucra
A Aramco, da Arábia Saudita, lidera as previsões, com lucro estimado de US$ 25,5 bilhões neste ano. Em seguida aparecem Kuwait Petroleum Corp, ExxonMobil e Gazprom, com margens entre US$ 10 e 12 bilhões cada. Petrobras figura entre as dez primeiras, com US$ 8 bilhões.
Outras grandes empresas na lista incluem Chevron, PetroChina, Shell e Rosneft, completando o top 10. A análise ressalta que ganhos elevados ocorrem em contextos de conflito e preços altos, beneficiando grandes grupos globais.
Repercussões e contexto regulatório
A União Europeia discute um imposto sobre lucros excessivos do petróleo e gás, em resposta ao aumento das contas de energia. Cinco países da UE aguardam resposta da Comissão Europeia para eventuais medidas de alívio ao consumidor.
Especialistas indicam que a crise reforça a dependência de combustíveis fósseis voláteis e a necessidade de avançar em tecnologias de emissões líquidas zero. O objetivo é reduzir vulnerabilidade a choques de preço e fortalecer a segurança energética.
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