- Pesquisa com mais de mil empresas em vinte estados aponta que quarenta e um por cento têm dúvidas sobre a transição entre o modelo atual de impostos e o novo sistema.
- A reforma prevê substituição de PIS, Cofins, ICMS e ISS por CBS e IBS, com empresa convivendo com dois modelos durante o período de transição.
- Assim como incentives, duvidas sobre a segunda fase e regulamentação ainda geram incertezas: 22% não sabem como ficarão os incentivos e 15% não compreendem totalmente a segunda fase.
- Avanço na adaptação de sistemas: sessenta e cinco por cento das empresas já iniciaram projetos de ajuste em sistemas fiscais e ERP.
- Principais riscos identificados: mudanças nos processos internos (27%), erros de apuração e autuações fiscais (23%) e dificuldades de integração entre sistemas (18%).
Uma pesquisa da NTT DATA revela que a transição da reforma tributária ainda gera dúvidas em 41% das empresas. O estudo, com mais de mil companhias de 20 estados, aponta avanços na adaptação de sistemas, mas incertezas sobre incentivos, processos internos e regras da transição.
A reforma prevê substituir PIS, Cofins, ICMS e ISS por CBS e IBS. Durante o período de transição, empresas convivem com regras antigas e novas ao mesmo tempo. O levantamento destaca que o desafio está em transformar mudanças legais em processos operacionais dentro das empresas, segundo Diogo Brito, product director da NTT DATA.
Dúvidas sobre incentivos e regimes
Além da mudança estrutural, 22% das empresas não sabem como ficarão os incentivos fiscais e setoriais após a reforma. Outros 15% ainda não compreendem totalmente como a segunda fase das mudanças afetará seus regimes tributários. A percepção é de que parte das regras depende de regulamentação e detalhamento por parte do governo.
Empresas começam a adaptar sistemas
Apesar das dúvidas, houve avanço na preparação. O levantamento indica que 65% das empresas já iniciaram projetos de adaptação de sistemas fiscais e de gestão empresarial. Em comparação, uma pesquisa de 2025 mostrava 38% sem início de ajustes. Ainda assim, cerca de 10% procuram informações e 4% não iniciaram o planejamento.
Impactos além da área fiscal
O executivo aponta que a reforma pode alterar rotinas operacionais e relações com fornecedores. O diagnóstico inicial é essencial para mapear impactos em processos, sistemas e contratos. A transição pode afetar a cadeia de fornecedores caso parceiros não estejam preparados para as novas regras, elevando custos ou ajustando preços.
Riscos apontados pelas empresas
Entre os principais riscos, 27% citam mudanças nos processos internos, 23% apontam potenciais erros de apuração e autuações fiscais, e 18% mencionam dificuldades de integração entre novos sistemas e plataformas já usadas. A preparação envolve atualização tecnológica e capacitação das equipes responsáveis pela gestão fiscal, segundo Brito.
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