- easyJet informou que as reservas estão abaixo do ano anterior e espera prejuízo maior no primeiro semestre, com possibilidade de revisar o guidance anual diante da incerteza sobre fornecimento de combustível e impactos da guerra.
- A Lufthansa tornou-se a primeira grande companhia a deixar aviões em solo devido aos altos custos do combustível para jato, conforme o setor registra impactos da guerra no Irã.
- A Wizz Air já indicou que o lucro líquido anual sofrerá queda de cerca de 50 milhões de euros, com a Air France-KLM prevista para divulgar resultados do primeiro trimestre após repassar sobretaxa de combustível.
- A KLM, subsidiária da Air France-KLM, anunciou corte de 160 voos no próximo mês por causa do aumento do custo do combustível, enquanto analistas aguardam novos cortes de capacidade, mais quedas e sobretaxas.
- O conflito no Oriente Médio elevou os preços do combustível, levando ações de contenção de custos, reajustes de tarifas e sinalizações de medidas para ampliar a capacidade de refino pela União Europeia, com impactos ainda incertos sobre demanda e margens.
O setor aéreo enfrenta o impacto do aumento dos custos com combustível diante da escalada do conflito no Irã. A easyJet informou nesta quinta-feira que as reservas este ano ficaram atrás do registrado em 2024, enquanto a Lufthansa tornou-se a primeira grande companhia a suspender voos devido aos elevados preços do jet fuel. A tensão geopolítica eleva o custo operacional e pode levar a ajustes adicionais nas projeções.
A Wizz Air já havia anunciado um recuo de 50 milhões de euros no lucro líquido anual, com a Air France-KLM prestes a divulgar resultados do 1º trimestre no dia 30 de abril, após embutir uma sobretaxa de combustível nas passagens. A KLM anunciou corte de 160 voos no próximo mês por pressões de custo com o combustível. Analistas veem novas reduções de capacidade, groundings e sobretaxas como possibilidades futuras.
O mercado observa, quanto aos efeitos, como fica a margem de lucro das companhias e a receita diante da volatilidade de custos. As ações da easyJet caíram até 9%, com quedas também para Ryanair e Wizz Air; a Lufthansa registrou leve recuo após anunciar o acionamento de parte de sua frota. Investidores avaliam se as companhias precisarão revisar novamente as previsões para o exercício vigente.
Impacto operacional e sinalizações futuras
O preço do combustível de aviação disparou com o conflito no Oriente Médio, provocando reajustes de tarifas e mudanças nos planos de crescimento. A easyJet afirmou que a demanda vem se movendo para datas de viagem mais próximas, com maior concentração em roteiros domésticos.
A Lufthansa vem reestruturando atividades, promovendo maior eficiência de custos, ao mesmo tempo em que mantém a operação de alcance global. A companhia chegou a suspender 27 aeronaves da CityLine e quatro da frota principal, gerando preocupação entre sindicatos.
Ainda não há previsões definitivas sobre a direção da demanda no segundo semestre de 2026. A companhia destacou que 70% do combustível de verão estava hedged a US$ 706 por tonelada, com possível pressão de custos caso as projeções de preço permaneçam elevadas.
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